Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Após denúncias de servidores do Samu, ALMT convoca secretário de Saúde

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, nesta quarta-feira (25), requerimento da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social que convoca o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, para prestar esclarecimentos sobre a situação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A oitiva está marcada para o próximo dia 31, às 10h, na sede do Legislativo, em Cuiabá.

A convocação ocorre após manifestação de servidores do Samu, na manhã desta quarta antes do início da Sessão Ordinária. Os trabalhadores  denunciaram demissões em massa e a não convocação de fissionais aprovados em concurso público.

Representados pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Carlos Mesquita, os trabalhadores alertaram para possíveis prejuízos imediatos no atendimento à população.

De acordo com o sindicato, 56 profissionais foram desligados, entre eles condutores, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

“Fomos surpreendidos com a demissão de 56 servidores. Esses profissionais atendem diretamente a população, e isso pode levar ao fechamento de bases e comprometer o atendimento”, afirmou Mesquita à imprensa.

Ainda segundo o representante sindical, há concurso público vigente, mas sem a convocação necessária para recompor o quadro de servidores.

“Se realmente quisesse fortalecer o Samu, o governo já teria chamado os concursados. A demora pode colocar vidas em risco”, declarou.

Durante a sessão, o deputado estadual Lúdio Cabral manifestou apoio às reivindicações e endossou as críticas apresentadas pelos servidores. Da tribuna, ele destacou a importância do serviço para o funcionamento do sistema de saúde.

“O Samu é fundamental porque presta atendimento direto à população em situações de urgência e emergência. Desde 2020, o governo tenta enfraquecer o serviço”, afirmou o parlamentar.

Lúdio também criticou a proposta de transferência de atribuições ao Corpo de Bombeiros, ressaltando que as atividades são distintas.

“Não faz sentido, pois são atuações complementares dentro do atendimento à população”, pontuou.

O deputado estadual Paulo Araújo afirmou que o tema continuará em debate no âmbito da Comissão de Saúde e demonstrou preocupação com o risco de paralisação de unidades do Samu.

Na mesma linha, o deputado Sebastião Rezende defendeu maior planejamento por parte da Secretaria de Estado de Saúde e rechaçou a possibilidade de desativação de bases.

“Não podemos abrir mão dessas estruturas, que são uma conquista da sociedade”, afirmou.

O deputado Dr. João classificou a situação como grave e defendeu a abertura imediata de diálogo com o governo estadual.

“Fragilizar o Samu pode reduzir a proteção à população”, declarou.

Até a publicação desta reportagem, o governo de Mato Grosso não havia se manifestado sobre as denúncias apresentadas pelos servidores.

Atualmente, o Samu conta com mais de 180 profissionais no estado, distribuídos em bases estratégicas. Conforme o sindicato da categoria, a eventual redução das equipes pode impactar diretamente o atendimento, sobretudo em Cuiabá e Várzea Grande, municípios que concentram maior volume de ocorrências, especialmente em fins de semana e feriados.

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