Alonso se diz motivado para seguir na F1: "Espero que não seja a última temporada"

Fernando Alonso vai completar 45 anos em julho – e ainda se enxerga na Fórmula 1. O contrato do piloto da Aston Martin se encerra no fim desta temporada, mas o espanhol disse esperar que esta não seja a última temporada dele na categoria. A declaração aconteceu durante o Grande Prêmio Histórico de Mônaco, realizado no sábado (25).
– Eu amo o que eu faço, amo as corridas. Eu corri pela primeira vez com três anos; hoje, tenho 44. Então, passei 41 anos da minha vida atrás de um volante. No momento em que eu tiver que parar de correr, vai ser uma decisão muito dura e difícil de aceitar – iniciou Alonso, acrescentando:
– O tempo vai dizer, eu vou sentir. No momento, eu ainda não sinto que é hora. Me sinto competitivo, me sinto motivado e feliz quando dirijo. Espero que esta não seja a última temporada – finalizou.
Durante a temporada passada, esperava-se que a Aston Martin pudesse brigar com as principais equipes do grid, dado o elevado investimento em estrutura, a mudança para o motor Honda e a contratação de Adrian Newey, projetista multicampeão.
Mas as expectativas em torno do time de Silverstone começaram a ruir ainda na pré-temporada, quando o carro da Aston Martin se mostrou não apenas lento na comparação com os rivais, mas também propenso a quebras. Tanto Alonso quanto Lance Stroll tiveram problemas com o AMR26, e a equipe encerrou o último dia de testes no Bahrein quase três horas antes do planejado.
O problema mais evidente envolvendo o carro da Aston Martin tem a ver com a vibração causada pelo motor à combustão, capaz até mesmo de afetar os nervos das mãos dos pilotos, conforme revelou Newey em entrevista coletiva. O tremor no monoposto também tem afetado as demais peças; em especial, a bateria.
Além disso, a equipe também sofre com um chassis aquém das demais escuderias. O desempenho reflete os percalços da Aston Martin: em três corridas, Alonso concluiu apenas o GP do Japão (na 18ª posição), enquanto Stroll ainda não completou uma etapa.
A expectativa de Alonso é de que a Aston Martin consiga reverter o desempenho a médio-longo prazo, na esperança de voltar a brigar por pódios e vitórias. O último pódio do bicampeão da F1 aconteceu no GP de São Paulo de 2023, e o último triunfo foi em 2013, no GP da Espanha.
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