Análise: com vitória da McLaren, F1 fecha primeira fase do Mundial em alta

A vitória de Lando Norris no GP da Hungria de F1 não foi exatamente uma surpresa, já que a pista de Budapeste é um circuito de difícil ultrapassagem e quem larga na pole tem vantagem. Mas não foi tão fácil a vida do atual campeão do mundo, que aliás teve neste domingo sua primeira vitória com o número 1 estampado em seu McLaren.
Contrariando a fama de “Mônaco sem muros”, a prova da Hungria foi movimentada, especialmente nas primeiras voltas. Com uma ótima largada, Oscar Piastri assumiu a liderança e conseguiu uma boa ultrapassagem sobre Norris, que deu uma espalhada na curva 3. Depois, o australiano acabou superado por seu companheiro de equipe e também teve que abandonar a corrida, mas a grande melhora da McLaren foi a melhor notícia para a F1 encerrar sua primeira fase do Mundial.
É verdade que o circuito de Budapeste é bem travado e diferente da maioria das pistas do calendário, mas os cinco upgrades que o time de Norris e Piastri trouxe mostrou eficiência. Com uma terceira equipe conquistando vitória, a fase final do campeonato, que começa em agosto em Zandvoort após as férias de verão, deve trazer uma competitividade importante para a F1.
Nos testes de pré-temporada, o domínio absoluto da Mercedes desenhava uma temporada mais monótona, com Kimi Antonelli e George Russell monopolizando as vitórias. Mas a melhora da Ferrari e, agora, da McLaren, tende a tornar a disputa pelo título mais acirrada. É claro que Antonelli segue como favorito, ainda mais ampliando sua vantagem na tabela após o terceiro lugar na Hungria.
Mas tanto o italiano quanto Russell terão que lidar nos próximos GPs com outros quatro ou cinco carros fortes que podem se posicionar entre eles. Na prova em Budapeste, este fator ajudou o italiano, já que Russell teve problemas na largada e teve que fazer uma prova de recuperação, terminando em sexto. Se fosse no começo do ano, talvez o britânico chegasse logo atrás de Antonelli, tamanho o domínio da Mercedes.
Com dois times fortes brigando por vitórias, a disputa pelo título fica mais imprevisível. E ainda temos a Red Bull, que hoje mais uma vez chegou na segunda colocação com Max Verstappen. O holandês fez uma corrida impressionante, lutando contra um carro com pouca aderência, e mostrando agressividade na hora certa, como na defesa e depois ataque de posição contra Hamilton.
A briga pela vitória, no entanto, ainda está longe para Verstappen, que teve até aqui no Red Bull Ring a sua real chance de terminar uma prova na primeira colocação em 2026. A grande melhora da McLaren com seus upgrades, no entanto, mostra que a evolução das grandes equipes tem sido forte a cada GP, o que já era esperado em uma temporada marcada por uma mudança drástica de regulamento.
Pena que, com a pausa de verão, só teremos algumas respostas na Holanda: será que a McLaren vai ter fôlego suficiente para brigar com Ferrari e Mercedes nessa segunda fase do campeonato? O time italiano teve um final de semana abaixo do esperado na Hungria, onde chegaram como favoritos para brigar pela vitória.
Largando do 14º lugar, o brasileiro conseguiu boas ultrapassagens na pista e, junto com o desempenho de seu companheiro de equipe, mostra que a Audi está agora na briga para ser a quinta força junto com a Racing Bulls. Este é um resultado excelente para a Audi, que faz o seu primeiro ano na F1 construindo chassi e sua própria unidade de potência.
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