Ancelotti anuncia Paquetá e Igor Thiago em amistoso, mas diz que não tem time titular para Copa
Brasil enfrenta Egito às 19h deste sábado, em Cleveland, no último amistoso antes da Copa do Mundo; Gabriel Magalhães será preservado de olho na disputa do Mundial

O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, deu entrevista nesta sexta-feira, véspera do amistoso com o Egito, marcado para Cleveland, neste sábado, às 19h (de Brasília). O italiano anunciou algumas mudanças, mas garantiu que não passaria a escalação à imprensa, diferentemente do que fizera antes dos últimos jogos. O treinador afirmou que ainda não tem um time titular para a Copa do Mundo.
— É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testá-lo e testar o Igor Thiago no jogo de amanhã. Acho que o sistema com os quatro na frente está bastante consolidado. Quero testar uma nova alternativa no último teste — definiu o treinador do Brasil.
Ancelotti ainda deixou claro que o zagueiro Gabriel Magalhães não deve participar do amistoso contra o Egito, como apontado pelo ge. O defensor do Arsenal alegou cansaço, mas é considerado titular no time do italiano.
— Voltou da final da Champions um pouco cansado. Não queremos assumir riscos com ele. Creio que amanhã não vai jogar, vai ser preparado para o primeiro jogo.
O italiano ainda deu outras pistas sobre o time ao falar da lateral esquerda e do gol.
— Não dei a escalação, mas no final você a tem. Weverton vai jogar o segundo tempo, e Douglas começa. Falta algo ou não (risos)?
Mesmo que não tenha anunciado, a escalação da Seleção para enfrentar o Egito neste sábado, no último amistoso antes da Copa do Mundo, deve ser a seguinte: Alisson, Wesley, Marquinhos, Léo Pereira (Gabriel Magalhães) e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Igor Thiago, Vini Júnior e Raphinha.
Amanhã temos 11 mudanças, vou aproveitar as 11 mudanças na segunda parte. Pode ser alguns jogadores que precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar.
Diferença entre treinar um clube e uma seleção
— Claro que penso que há diferença entre treinador um clube e uma seleção. Por exemplo nessa semana fizemos um trabalho que nunca pude fazer no clube. Aqui por sorte fazemos boa semana no treino, isso faz uma diferença muito importante. Aqui temos tempo para treinar, e a equipe pode jogar com qualidade.
"O sistema não muda, é 4-4-2"
— Obviamente você tem que levar em conta o adversário, mas isso não vai mudar nossa escalação, nosso sistema ou nossa estratégia de acordo com as características do adversários. Quero ver outra opção de equipe, a última possibilidade de fazê-lo eu vou fazer. O que está claro é que o sistema não muda, é 4-4-2 e não vai mudar.
— O sistema só muda quando você não tem a bola. Você não pode olhar o sistema quando tem a bola porque nunca atacamos com quatro. Defensivo é 4-4-2, não muda. Depois mudam as características dos jogadores. Muda a posição de Paquetá com a bola quando ele está com Luiz Henrique. Sei perfeitamente que Paquetá não pode ser ponta. Depois de 40 anos de futebol eu entendi isso (risos).
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