Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
NÃO TINHA PLANO DE VOO

Avião que caiu em Água Boa havia sido comprado há quatro meses e saiu de Goiânia, diz delegado; veja vídeo

Design sem nome (7)

A aeronave que caiu e deixou três mortos na zona rural de Água Boa, nesta quinta-feira (10), havia sido comprada há aproximadamente quatro meses. Segundo o delegado responsável pelo caso, Carlos Alberto, a aeronave decolou de Goiânia (GO) na manhã sem plano e voo registrado. Com a queda a aeronave explodiu e pegou fogo em seguida. Três pessoas que estava no avião, incluindo o o piloto morreram carbonizados. 

As três vítimas eram homens, segundo os primeiros levantamentos, mas a identidade delas ainda não foi divulgada oficialmente. Os corpos foram encontrados dentro da aeronave depois que o Corpo de Bombeiros controlou o incêndio que destruiu praticamente toda a estrutura do avião.

De acordo com a Polícia Civil, o proprietário do avião e outras duas pessoas embarcaram em Goiânia. A aeronave permanecia anteriormente em um hangar no aeródromo da capital goiana e, conforme os levantamentos iniciais, estaria sem condições de voo.

A polícia agora tenta esclarecer quem eram os ocupantes, a origem e o destino da viagem e em quais condições o avião foi colocado novamente em operação.

O avião foi identificado como um Cessna de prefixo N401NA, sem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com o delegado, os destroços é um dos principais obstáculos encontrados pelas equipes que trabalham no caso. O fogo consumiu praticamente toda a aeronave, dificultando inicialmente até mesmo a confirmação de sua identificação.

“O estado em que a aeronave foi encontrada impossibilitou, inicialmente, sua identificação. Por esse motivo, não foi possível, até o momento, confirmar informações sobre eventual plano de voo, local de origem ou destino da aeronave, tampouco a identidade das pessoas que estavam a bordo”, afirmou o delegado Carlos Alberto.

Investigação apura situação da aeronave

Além das circunstâncias da queda, a Polícia Civil investiga a situação documental da aeronave. Conforme os primeiros levantamentos, ela teria sido adquirida pelo atual proprietário há cerca de quatro meses e estava anteriormente guardada em um hangar de Goiânia.

Ainda não há confirmação oficial sobre as condições em que o avião foi retirado do hangar nem sobre quem autorizou ou realizou o voo.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e deverá participar dos trabalhos periciais, enquanto a Politec realiza os procedimentos para identificação das vítimas.

Veja declaração do delegado:

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