Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Biscoito Oreo é feito com componentes derivados do petróleo? Vídeo viral levanta questionamentos

Conteúdo afirma que recheio teria componentes derivados de petróleo; fabricante ainda não se manifestou especificamente sobre a alegação

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Conteúdos que circulam em redes sociais e canais voltados para nutrição alternativa têm levantado questionamentos sobre a composição de produtos industrializados populares. Entre as publicações mais recentes, circula na internet, em diferentes idiomas, um alerta sobre a composição do biscoito Oreo. A publicação afirma que o recheio do produto seria feito com componentes derivados de petróleo e sugere que a fabricação envolveria substâncias químicas que permaneceriam no alimento.

As publicações afirmam que o produto não possui creme de leite em sua receita e sustentam que a gordura utilizada no recheio passa por uma etapa de extração que envolve componentes petrolíferos. O material tem sido compartilhado como um alerta sobre os perigos ocultos na indústria de ultraprocessados.

No vídeo que ganhou repercussão, Antônio Kraychete afirma que o biscoito seria produzido com “compostos derivados de petróleo” e questiona o uso de gorduras, óleos vegetais e aromatizantes sintéticos na fabricação. Ele também cita outros produtos, como bebidas de frutas e molhos sabor cheddar, para defender que o consumidor fique atento aos rótulos.

O Oreo é um produto centenário e considerado o biscoito recheado mais vendido do mundo. A marca foi criada em 1912 e está presente em mais de 100 países. No Brasil, a fabricação é feita pela Mondelēz International, na unidade de Vitória de Santo Antão (PE).

Apesar da afirmação que circula nas redes, petróleo ou hexano não aparecem como ingredientes declarados na composição do Oreo comercializado no Brasil. A lista informa ingredientes como farinha de trigo, açúcar, gordura vegetal, óleo vegetal, cacau em pó, açúcar invertido, sal, fermentos, emulsificante e aromatizantes.

A relação com o petróleo está ligada ao uso de determinados solventes em processos industriais de extração de óleos vegetais. Isso não significa, porém, que petróleo seja acrescentado à receita do biscoito ou que faça parte da lista de ingredientes do produto.

Kraychete, que produz conteúdo sobre alimentação de base animal e baixo carboidrato e reúne mais de 150 mil seguidores, também defende no vídeo a redução do consumo de alimentos industrializados.

Até o momento da publicação desta reportagem, não foi localizada uma manifestação pública específica da Mondelēz sobre a alegação de que o Oreo seria produzido com derivados de petróleo ou de que essas substâncias permaneceriam no alimento.

A repercussão do caso reacende o debate sobre alimentos ultraprocessados e reforça a importância de consultar a lista de ingredientes e as informações nutricionais antes de comprar um produto.

Veja vídeo:

   

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