Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
ENTENDA

Cuiabá leva transfer ban por dívida de R$ 4 milhões com Petit e presidente cita calotes de clubes

Dresch/ cuiabá

O Cuiabá sofreu um transfer ban da Fifa por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 4 milhões com o técnico português Petit, que comandou o clube em 2024. A punição impede o registro de novos jogadores enquanto a pendência não for quitada.

Procurado pelo ge, o presidente do Cuiabá confirmou a punição e afirmou que o clube tem 60 dias para pagar a dívida.

Ao comentar a situação, o dirigente afirmou que o clube enfrenta dificuldades financeiras para quitar o débito porque ainda aguarda o recebimento de valores de outros times brasileiros.

“O Cuiabá não teria chegado a essa situação se não fosse os calotes que sofremos do Corinthians, do Santos, do Grêmio e do Atlético-MG. Como que um clube que tem R$ 42 milhões a receber passa por essa situação? Vou dar um jeito de pagar”, afirmou.

Com o transfer ban, o Cuiabá fica impedido de registrar novos reforços até que a obrigação com Petit seja regularizada e a punição seja retirada pela Fifa.

Dívida com Petit

Petit comandou o Cuiabá entre maio e dezembro de 2024. O treinador português deixou o clube após pedir demissão durante uma reunião com a diretoria.

Na época, o Cuiabá informou que o desligamento ocorreu por “motivos pessoais”. Segundo o clube, Petit explicou as razões que, na avaliação dele, impediam a continuidade do trabalho.

A saída aconteceu três dias depois da derrota do Cuiabá por 5 a 0 para o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.

Na ocasião, a diretoria afirmou ter sido surpreendida pelo pedido de demissão, já que esperava pela continuidade do treinador, e desejou sucesso a Petit na sequência da carreira.

Situação no mercado

A punição da Fifa interfere diretamente no planejamento do Cuiabá para a sequência da temporada, já que o clube não pode registrar novos jogadores enquanto o transfer ban estiver ativo.

A restrição permanece até que a dívida seja regularizada e a entidade retire a sanção.

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