Documentário destaca trajetória do escultor Paulo Pires e a força cultural

O crescimento agroindustrial de Rondonópolis, um dos municípios economicamente mais fortes de Mato Grosso, inspira também reflexões sobre identidade e cultura. É nesse contexto que surge o documentário “Pedra Prima: Paulo Pires”, produção que propõe um olhar sobre a arte em meio ao desenvolvimento impulsionado pelo agronegócio, pela indústria e pela logística: de um artista que leva o nome da cidade para diferentes regiões do Brasil. A narrativa é conduzida pelo ator André D’Lucca, que percorre a trajetória do escultor Paulo Pires por meio de entrevistas e reflexões sobre a relação entre a pedra e a arte. Dois elementos que resistem ao tempo e simbolizam permanência em uma cidade marcada por rápidas transformações econômicas. O filme integra uma série documental a partir do “Projeto Documentário: Crescimento Agroindustrial de Rondonópolis e o Impacto Social e Econômico”, busca retratar histórias de relevância cultural, social e econômica de Mato Grosso. As gravações ocorreram entre 27 de fevereiro a 1º de março, nas cidades de Rondonópolis, Cuiabá e Poxoréu, locais ligados à vida e à trajetória artística do escultor. O lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano de 2026. Idealizado de forma colaborativa e coordenado por Ariana Carla, o projeto traz a reflexão sobre o crescimento econômico de Rondonópolis e a necessidade de destacar também sua produção cultural. Com o objetivo de produzir um documentário que mostre a história e evolução econômica do município, destacando suas singularidades no contexto mato-grossense e nacional. “Esse projeto nasceu do pensamento de trazer o crescimento agroindustrial de Rondonópolis para o debate cultural. A cidade é uma potência econômica, tem um dos maiores PIBs de Mato Grosso e uma indústria muito forte. Mas, em contrapartida a esse avanço do agro e da indústria, nós também queremos entender como a arte acontece aqui, quem são os artistas que têm relevância e que representam essa identidade cultural”, destaca a coordenadora geral. A produção conta com a BemTivi Academia de Arte, gestão executiva da Pensar Projetos, audiovisual da Dourado Produção e apoio técnico da W.N. Produções. O projeto foi viabilizado por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Alberto Machado. O patrocínio foi do Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Além disso, houve a realização da Associação de Desenvolvimento da Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (ADECELMT). PAULO PIRES Escolhido como personagem central do documentário, Paulo Pires nasceu em Poxoréu e vive em Rondonópolis há mais de 30 anos. Com uma carreira consolidada nas artes plásticas, começou a criar ainda na infância e, ao longo das décadas, desenvolveu uma técnica própria de escultura em arenito e pedra-ferro. Hoje, acumula mais de 10 mil obras produzidas, espalhadas por diferentes cidades de Mato Grosso e outros estados. O documentário acompanha o processo criativo do artista, registrando sua rotina no ateliê, o trabalho silencioso com a pedra e as texturas naturais que marcam suas esculturas. A produção também reúne depoimentos do crítico de arte e historiador Laudenir Gonçalves, da crítica e professora Aline Figueiredo, e do colecionador Marcel Oliveira, ampliando o debate sobre o papel da arte na construção simbólica da cidade. Inspirado no poema Das Pedras, da poeta Cora Coralina, o filme estabelece uma metáfora entre a persistência do trabalho artístico e a transformação da matéria bruta em arte, revelando, a cada golpe na pedra, novas formas e significados. Mais do que registrar a trajetória de um artista, o documentário propõe refletir sobre o lugar da cultura em uma cidade que cresce economicamente, mas que também encontra na arte uma forma de memória, identidade e permanência. FICHA TÉCNICA A produção é uma realização da ADECELMT, com coordenação geral da ACF Gestão, sob liderança de Ariana Carla. A produção executiva é assinada pela Pensar Projetos, enquanto a produção geral fica a cargo da Bemtivi Academia de Arte. O roteiro é desenvolvido por Jeferson Bertoloti e Jhony Tavares, com apresentação de André D’Lucca. A equipe técnica conta ainda com direção de fotografia, produção de Iara Rezende, operação de câmera por Caio Pimenta, além de Ewandro Oghino como gaffer e Diego Cavalcante na função de maquinista. O som direto é de responsabilidade de Bruno Tavares, com maquiagem assinada por Anna Borges. A assessoria de imprensa é realizada pela Livre Comunicação Coletiva, e o projeto conta com apoio da Pobóre Pousada, Spa e Gastronomia.
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