“É só sensação”? Fala de Miriam Leitão sobre preços altos provoca reação nas redes; veja vídeo

A comentarista Miriam Leitão afirmou nesta terça-feira (11), durante o Bom Dia Brasil, da TV Globo, que os brasileiros ainda têm a sensação de que os preços estão altos, mesmo com a desaceleração da inflação. A fala causou repercussão a nível nacional, diante da alta dos alimentos.
"A sensação que as pessoas têm conversando com as pessoas na rua é que, poxa, que notícia é essa? Que a inflação desacelera, mas eu vou com R$ 100 no supermercado, não consigo comprar quase nada, os preços estão super altos", disse a jornalista.
"Olha, essa é uma coisa importante na economia, é que os números nem sempre coincidem com a sensação. Às vezes, você tem a sensação de preço alto, sensação de carestia, mesmo quando os índices estão mostrando queda", continuou a jornalista.
O comentário, porém, foi recebido com críticas por internautas que questionaram a distância entre os indicadores econômicos e a realidade enfrentada diariamente pelos consumidores. A principal reação foi de que, para quem vai ao supermercado, o que importa não é apenas o ritmo da inflação, mas o valor efetivamente pago pelos produtos.
A discussão ganhou força justamente porque inflação menor não significa preços menores. Quando a inflação desacelera, os produtos continuam ficando mais caros, apenas em velocidade inferior à registrada anteriormente. Assim, o consumidor que já sentiu aumentos expressivos nos últimos anos continua encontrando preços elevados nas prateleiras.
Nas redes sociais, críticos de Miriam Leitão ironizaram a explicação e afirmaram que a realidade do supermercado não pode ser reduzida a uma questão de percepção. A declaração expôs o contraste entre a leitura dos indicadores econômicos e o impacto da política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no orçamento das famílias.
O comentário também foi associado ao cenário político de 2026. Críticos do governo sustentam que a população tende a avaliar a situação econômica pelo próprio bolso, especialmente diante dos gastos com alimentação, moradia e serviços.
A repercussão transformou a fala da jornalista em mais um episódio da disputa política em torno da economia. De um lado, os indicadores apontam desaceleração da inflação; de outro, o consumidor continua convivendo com preços acumulados em patamares elevados.
No fim, a discussão não está apenas na taxa de inflação, mas naquilo que o brasileiro encontra quando chega ao caixa: quanto precisa pagar para levar para casa os mesmos produtos que comprava antes.
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