Fortaleza e Cuiabá Esporte Clube ficaram no empate sem gols nesta terça-feira (31), na Arena Castelão, pela segunda rodada da Campeonato Brasileiro Série B. A partida, marcada por poucas chances claras de gol, também ficou marcada pela expulsão dos técnicos Thiago Carpini (Fortaleza) e Eduardo Barros (Cuiabá), após uma briga entre as comissões técnicas ainda no gramado e que continuou no túnel que dá acesso aos vestiários.
Com o cartão vermelho aplicado a Carpini, o auxiliar técnico Estephano Dijan conduziu o time cearense à beira do campo. O empate deixa o Fortaleza com um ponto na competição, enquanto o Dourado soma dois nas duas rodadas iniciais.
Após o jogo, Carpini comentou o episódio envolvendo os técnicos.
“Em relação à confusão, eu não vou nem me alongar. Poucas vezes fui expulso, poucas vezes criei algum tipo de atrito. Se todos viram pelas imagens, quem vem em minha direção de maneira impetuosa, desrespeitosa e proferindo palavras desnecessárias para nossa equipe, para o Fortaleza e para mim? Eu me defendi, e a imagem está bem clara”, afirmou.
Jogo reflete dificuldades ofensivas do Cuiabá
Dentro de campo, o duelo foi pouco produtivo ofensivamente. O Cuiabá, que já acumulava uma longa série sem vitórias fora de casa, mostrou pouca mobilidade e troca de passes sem conseguir ameaçar o gol adversário. A equipe não finalizou nenhuma vez com perigo ao gol do Fortaleza ao longo dos 90 minutos, terminando o jogo com apenas quatro tentativas e 289 passes trocados, refletindo a baixa produção ofensiva.
O treinador auriverde avaliou o desempenho da equipe após o jogo.
“Faltou finalização, mas por que o Fortaleza não conseguiu ter maior ímpeto no jogo de pressão? Porque o Cuiabá também soube quebrar a pressão com boas construções. Tivemos pelo menos sete, oito grandes construções que quebraram a pressão do Fortaleza… Infelizmente, não conseguimos terminar as jogadas bem como gostaríamos. O último terço de ataque foi nosso grande problema”, afirmou Eduardo Barros.
Defensivamente, o time apresentou bom desempenho, conseguindo conter as investidas do Fortaleza, que teve mais posse de bola (59% a 41%) e finalizou 14 vezes, mas sem conseguir transformar as oportunidades em perigo real.
Na segunda etapa, o técnico Barros tentou mudar o cenário com alterações, como a entrada de Kauan Cristtyan e a centralização de Rodrigo Rodrigues como referência ofensiva, mas as mudanças não foram suficientes para alterar o panorama da partida.
O empate sem gols é o retrato claro das dificuldades ofensivas do Cuiabá, que chega ao quarto jogo consecutivo sem marcar, considerando também partidas da equipe sub-20 pela Copa Verde, e ainda busca sinais de reação no setor de ataque.