Empresária presa pela PF diz desconhecer motivo e afirma viver situação “fora da realidade”; veja vídeo

A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro afirmou, durante audiência de custódia, que desconhece o motivo que levou à decretação de sua prisão preventiva no âmbito da Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma organização criminosa suspeita de atuar no transporte aéreo de drogas e armas.
A prisão ocorreu na terça-feira (25), durante a operação conduzida pela Polícia Federal do Tocantins. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Cuiabá e Palmas.
“Eu não faço ideia do fundamento ou como, com todo o respeito ao Poder Judiciário, foi decretada uma preventiva. Eu nunca pisei numa delegacia”, afirmou Thatiana durante a audiência.
Ao lado do advogado, Fernando Faria, a empresária disse acreditar que sua prisão possa ter relação com o irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que está preso desde 2025. Naquele ano, ele foi flagrado em uma aeronave com 475 quilos de cloridrato de cocaína e pasta base, no Tocantins.
“Eu não sei do que se trata. Tenho um irmão que está preso fora. Imagino que tivesse algo ligado a ele por conta de um mandado lá de Tocantins”, declarou.
Thatiana também afirmou que mora em Cuiabá há cerca de 20 anos e que possui residência fixa e um comércio aberto ao público. Segundo ela, nunca havia sido presa ou sequer sido chamada para prestar esclarecimentos em uma delegacia.
“Eu declaro o imposto de renda, tenho residência fixa, minhas redes sociais são abertas. E eu estou me sentindo num mundo totalmente fora da minha realidade”, disse.
A empresária é sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, localizado na região da Praça Popular, em Cuiabá. Ela também aparece como sócia das empresas Pietra Rabelo Semijoias e Rabelo Gestão e Produções.
O advogado Fernando Faria afirmou à imprensa que o processo tramita sob segredo de Justiça. Segundo ele, entre os elementos utilizados para fundamentar a prisão está uma troca de mensagens entre Thatiana e o irmão, realizada em 2024.
De acordo com a defesa, a conversa tratava de um assunto sem relação com os fatos investigados pela Polícia Federal.
Operação Bóreas
A Operação Bóreas foi deflagrada pela Polícia Federal do Tocantins para investigar e desarticular uma organização criminosa suspeita de organizar voos, utilizar aeronaves e pistas clandestinas e fornecer suporte logístico para o transporte de cocaína e armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil.
Além das prisões e buscas realizadas em Cuiabá e Palmas, foram determinadas apreensões de aeronaves e medidas de bloqueio e sequestro de bens e valores pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas.
A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
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