Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Empresário condenado por mandar matar adolescente é preso ao sair de condomínio de luxo em Cuiabá

Rogério foi condenado a 20 anos e três meses de prisão por ser apontado como mandante do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, crime ocorrido em dezembro de 2011.

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O empresário Rogério da Silva Amorim foi preso na manhã desta terça-feira (26) por policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), enquanto saía de um condomínio de luxo no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. A prisão foi registrada em vídeo e ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça em novembro de 2025.

Rogério foi condenado a 20 anos e três meses de prisão por ser apontado como mandante do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, crime ocorrido em dezembro de 2011.

Segundo as investigações, o empresário mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima.

Após ser abordado pelos policiais, Rogério foi encaminhado à sede da DHPP, onde negou participação no homicídio.

Crime ocorreu em chácara de Cuiabá

De acordo com o processo, Maiana foi assassinada por asfixia em uma chácara localizada no bairro Altos da Glória, em Cuiabá. Apesar do crime ter ocorrido em 2011, os restos mortais da adolescente só foram encontrados em maio de 2012, em uma área de mata.

As investigações apontaram que Rogério Amorim e a esposa dele, Calisangela Moraes de Amorim, teriam articulado o assassinato motivados pelo relacionamento do empresário com a adolescente.

Conforme a denúncia, Rogério atraiu Maiana até a propriedade rural sob o pretexto de entregar dinheiro ao chacareiro. No local, a jovem teria sido rendida e morta por Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre, que, segundo o processo, receberam R$ 5 mil para executar o crime.

Após o assassinato, o corpo da adolescente foi abandonado em um matagal.

Condenação

Rogério da Silva Amorim foi condenado em 2016 pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Mesmo após o julgamento, ele acabou sendo solto cerca de uma semana depois.

Além dele, Paulo Ferreira Martins também foi condenado pelos mesmos crimes. Rogério recebeu pena de 20 anos e três meses de prisão em regime fechado, enquanto Paulo foi sentenciado a 18 anos e nove meses.

O caso ganhou grande repercussão em Mato Grosso pela brutalidade do crime e pela demora na localização do corpo da adolescente.

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