Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Empresário do agro e campeão de pôquer é um dos alvos de operação que investiga desvio de grãos em MT

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O empresário do agronegócio Leandro Zavodini, conhecido nacionalmente por títulos em campeonatos de pôquer, foi um dos alvos da terceira fase da Operação Safra Desviada, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (13). A investigação apura um suposto esquema de desvio de cargas de grãos pertencentes ao Grupo Lermen, e a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 120 milhões em bens e ativos dos investigados.

LEIA TAMBÉM: OPERAÇÃO SAFRA DESVIADA - Gaeco cumpre 21 mandados e bloqueia R$ 120 mi em 3ª fase da Operação

Além de Zavodini, a nova etapa mira Pedro Sutilli e Simone Marquetti e seis empresas: Agrícola Faccio, Faccio Transportadora, Agropecuária Catarinense, Faccio Participações, Agrícola Maripá e Sagel Comércio de Cereais.

Segundo o Gaeco, os investigados teriam utilizado as funções que ocupavam nas empresas para facilitar o desvio das cargas. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Boa Esperança do Norte, Ipiranga do Norte e Tabaporã.

Quem é Leandro Zavodini

Produtor rural e empresário do agronegócio, Zavodini é proprietário da Agrícola Maripá, sediada em Lucas do Rio Verde. Ele também ganhou projeção nacional no circuito de pôquer após conquistar títulos em competições da modalidade.

O nome do empresário, porém, já havia aparecido em outra investigação policial. Em dezembro de 2025, Zavodini foi alvo da Operação Ignis Justiça, que apurou suspeitas relacionadas a furto de energia, corrupção, estelionato, adulteração do sistema de medição e fraude processual.

Na ocasião, ele foi preso e posteriormente liberado após o pagamento de R$ 1 milhão em fiança. Segundo informações divulgadas à época pela Polícia Civil e pela Energisa, a fraude investigada teria provocado prejuízo estimado em R$ 1 milhão em impostos não recolhidos. O volume de energia supostamente desviado, conforme as autoridades, seria equivalente ao consumo de uma cidade do porte de Chapada dos Guimarães durante cinco meses.

Investigação sobre desvio de grãos

A terceira fase da Safra Desviada dá continuidade a uma investigação que já resultou em outras duas etapas. Na primeira, deflagrada em fevereiro, o Gaeco apurou um suposto esquema de desvio de soja, milho e algodão que teria causado R$ 140 milhões em prejuízos ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor.

A investigação descreve uma estrutura dividida em diferentes núcleos, com suspeitas de manipulação de registros internos, desvio de cargas e posterior comercialização dos grãos. Segundo a representação que fundamentou a operação, empresas teriam sido utilizadas para absorver e dar aparência regular às cargas investigadas.

Já a segunda fase apurou outro núcleo de supostos desvios, estimados em R$ 28,7 milhões, relacionado ao agronegócio de Mato Grosso.

As acusações ainda são objeto de investigação e os citados são considerados investigados, não condenados. A responsabilização criminal depende do avanço da apuração e de eventual decisão judicial definitiva.

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