Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
NOVAS REGRAS

F1 terá retorno dos motores V8 até 2031, garante presidente da FIA

Mohammed ben Sulayem disse que a entidade quer motor mais "simples, barulhento e leve" no próximo ciclo. Novidade pode ser introduzida em 2030, mas depende de votos das fabricantes

F1

A Fórmula 1 introduziu um novo regulamento de motores para este ano, mas já planeja grandes mudanças em um futuro não tão distante. Mohammed ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), garantiu à "Reuters" antes do GP de Miami que a categoria deve voltar aos motores V8 até 2031.

Desde 2014, a F1 utiliza um motor de combustão interna V6, com seis cilindros dispostos em duas bancadas de três. Esse motor se une a uma parte elétrica e forma uma unidade de potência híbrida. Embora tenha se mostrado mais econômico e potente, o dispositivo soa diferente para torcedores e pilotos, o que atrai críticas de parte deles.

Ben Sulayem afirmou que a mudança para os motores V8 é apenas uma questão de tempo, com expectativa de enfrentar menor resistência das fabricantes sobre o assunto.

– Em 2031, a FIA terá o poder de implementar o V8, sem precisar de votação dos fabricantes de unidades de potência. Esse é o regulamento. Mas queremos antecipar em um ano, que é o que todos estão pedindo – disse o dirigente, deixando em aberto a possibilidade de modificar as regras já em 2030.

O atual ciclo de motores da Fórmula 1 está previsto para vigorar até 2031. No entanto, a categoria pode alterar as regras já em 2030 se contar com o apoio da maioria das fabricantes.

Atualmente, são seis fabricantes com direito a voto: Mercedes (que fabrica para si própria, McLaren, Williams e Alpine), Ferrari (também com motores na Haas e Cadillac em 2026), Audi, Ford (na Red Bull e Racing Bulls), Honda (Aston Martin) e General Motors, que passará a fornecer para a Cadillac a partir de 2029.

Quatro delas precisam estar alinhadas à proposta de Ben Sulayem para que a transição para os V8 seja adiantada.

O novo regulamento deste ano fez com que a divisão da potência entre o motor à combustão e a parte elétrica ficasse em torno de 50-50%, com o intuito de cortar custos e atrair novas fabricantes para a Fórmula 1. Deu certo, com Audi e Ford chegando à categoria.

Entretanto, os carros tiveram muitos problemas com a bateria nas primeiras provas do ano, e os pilotos precisaram aplicar técnicas de recuperação de energia – a mais comentada delas foi o superclipping, em que o carro guarda carga mesmo com o piloto pisando fundo no acelerador no fim da reta.
As regras foram modificadas para o restante da temporada após as queixas dos pilotos. Independentemente disso, Ben Sulayem afirmou que as equipes querem a mudança para os V8, utilizados pela última vez na Fórmula 1 entre 2006 e 2013. A ideia do presidente da FIA é ter um motor mais simples, barulhento e com menor dependência da parte elétrica".
– A missão será ter menos complicação, não como é agora – afirmou Ben Sulayem, acrescentando:
 

– Você tem o som, menor complexidade, leveza. Você vai ouvir sobre isso muito em breve, e vai ser com uma eletrificação muito, muito menor. Eu estou positivo, eles querem que isso aconteça. Mas vamos dizer que as montadoras não aprovem o motor (para 2030). No próximo ano, vai acontecer. Em 2031, estará feito de qualquer forma. Será feito. O V8 está chegando – concluiu.

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