Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Golpe proibido em luta de jiu-jítsu choca o país e vira caso de polícia no Paraná

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As imagens de uma luta de jiu-jítsu que terminou com um atleta gravemente ferido provocaram repercussão nas redes sociais e levaram o caso para além dos limites do esporte. O lutador Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como “Kabuto”, sofreu uma grave lesão cervical durante o Super Pro Jiu-Jitsu 2026, em Londrina, no Paraná, e precisou passar por cirurgia.

Imagens exibidas em uma reportagem da TV Record mostra, o adversário Juliano Di Pelli Machado levanta Willian e o projeta de cabeça para baixo contra o tatame. O movimento, conhecido como “bate-estaca”, é proibido por regulamentos de entidades do jiu-jítsu devido ao risco de lesões na cabeça, no pescoço e na coluna.

Após o impacto, Willian permanece imóvel no tatame. O árbitro interrompe a luta e o atleta recebe atendimento médico. Ele foi levado ao Hospital Evangélico de Londrina e, segundo informações divulgadas pela equipe, passou por uma cirurgia na região cervical.

Caso chega ao Ministério Público

A repercussão do episódio aumentou depois que o Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou uma notícia-crime e pediu à Polícia Civil a abertura de um inquérito para apurar a conduta de Juliano.

O promotor Renato de Lima Castro, que também é faixa-preta de jiu-jítsu e acompanhava a competição, apontou, em tese, a possibilidade de lesão corporal de natureza gravíssima com dolo eventual. A hipótese ainda será analisada durante a investigação e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do atleta.

Entre as medidas solicitadas pelo Ministério Público estão a preservação das imagens da luta e das câmeras de segurança do ginásio, perícia médica e coleta de depoimentos de atletas, árbitros, organizadores e outras pessoas que acompanharam o episódio.

Também devem ser analisados documentos da competição, como o regulamento, a súmula da luta, registros da arbitragem e documentos relacionados aos atletas.

Estado de saúde

Willian sofreu uma grave lesão na coluna cervical e passou por cirurgia. Informações divulgadas pela equipe apontam que ele permanece em recuperação, mas não foi divulgado, até o momento, um boletim médico detalhado sobre a extensão da lesão ou a existência de sequelas permanentes.

O Ministério Público também registrou no pedido de investigação a possibilidade de um quadro neurológico grave, mas destacou que a extensão definitiva da lesão depende de avaliação médica e perícia. Portanto, não há confirmação, neste momento, de que o atleta tenha ficado paraplégico ou tetraplégico.

Defesa afirma que atleta está abalado

Juliano Di Pelli Machado, apontado como responsável pelo golpe, também passou a ser alvo da repercussão do caso. Segundo informações divulgadas pela defesa, o atleta está abalado com a situação e se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

A defesa sustenta que as circunstâncias do golpe devem ser analisadas a partir das imagens completas da luta, das regras da modalidade e da atuação da arbitragem.

Organização diz que prestou atendimento

A organização do Super Pro Jiu-Jitsu informou que Willian recebeu atendimento médico imediatamente após o ocorrido. Segundo a entidade, havia equipe médica e ambulância no local e o atleta foi encaminhado para atendimento hospitalar.

A organização afirmou ainda que acompanha o caso junto à família e que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da aplicação do golpe, a atuação da arbitragem, as regras da competição e eventual responsabilidade criminal pelo ferimento sofrido pelo atleta.

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