Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Influenciadora conhecida por rotina de luxo é presa ao desembarcar no Aeroporto Marechal Rondon em operação contra facção em MT

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A influenciadora digital Katani Adorno Bocardi e o marido, Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, foram presos durante a Operação Replay, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil de Mato Grosso, para desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa que atua no Estado.

Segundo a investigação, o casal teria participação na estrutura responsável pela movimentação financeira da organização, com atuação na organização de recebimentos e pagamentos ligados ao grupo criminoso. Katani foi presa na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, após retornar de uma viagem a Paris.

Conforme documentos da operação, Emerson é apontado como responsável por organizar planilhas financeiras, controlar valores e determinar pagamentos a integrantes da facção. Ele também é citado como braço direito de Paulo Witer Farias, conhecido como “W.T.”, apontado pelos investigadores como tesoureiro e uma das lideranças do grupo em Mato Grosso.

Já Katani, segundo a Polícia Civil, teria atuado na execução dos pagamentos, utilizando contas bancárias de terceiros para pulverizar valores e realizar repasses a integrantes da organização.

A operação 

A Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil na quinta-feira (30), investiga um esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligado ao tesoureiro da maior facção criminosa de Mato Grosso, Paulo Winter Paelo Farias, o WT.

Entre os presos também estão o próp´rio WT, que já cumpria pena pela Operação Apito Final, a advogada e influenciadora Dayana Karol Moreira, o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva e o jogador de futebol amador Alex Júnior.

Ao todo, a operação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas judiciais contra 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. 

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores estimados em mais de R$ 17,2 milhões.

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