Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Morte de ciclista espancado no Rio causa revolta pela crueldade das agressões

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O caso do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, espancado por mais de nove minutos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, causou revolta em todo o país. Imagens de câmeras de segurança mostram a vítima sendo cercada e agredida com pauladas, socos, chutes e pisões depois de ser acusada de roubar uma bicicleta. Segundo a família, a bicicleta pertencia à irmã de Cláudio.

Uma reportagem exibida no Jornal Nacional da TV Globo traz detalhes do caso. O crime aconteceu na noite de 11 de agosto. Cláudio estava com a bicicleta quando foi abordado por um segurança que suspeitou que o veículo fosse roubado.

Após a abordagem, o ciclista deixou o local e seguiu até a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na escadaria de um prédio. Pouco depois, homens se aproximaram e iniciaram as agressões.

As imagens mostram dois homens usando mochilas de entrega e outro segurando um pedaço de madeira. Cláudio é cercado e atingido diversas vezes. Ele tenta se afastar, mas é segurado pelos agressores.

A sequência de agressões dura mais de nove minutos. Em um trecho das gravações, foram contabilizadas 57 pauladas, além de socos, chutes e pisões.

Cláudio cai no chão durante o ataque e permanece desacordado. Mesmo assim, as agressões continuam. Antes de deixar o local, os envolvidos ainda mexem nos bolsos da vítima.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou Cláudio ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ele não resistiu aos ferimentos.

Segundo informações repassadas à família, Cláudio morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.

Quatro suspeitos estão presos

A investigação é conduzida pela 12ª DP (Copacabana). Quatro homens foram identificados pela Polícia Civil como suspeitos de participação no espancamento e estão presos.

Entre eles estão dois seguranças e dois entregadores. As imagens das câmeras de segurança são utilizadas pelos investigadores para reconstruir a dinâmica do crime e individualizar a participação de cada suspeito.

A polícia também investiga a atuação dos seguranças que trabalhavam na região e apura se havia um grupo que realizava abordagens contra pessoas consideradas suspeitas de cometer crimes.

A família afirma que Cláudio foi injustamente acusado. Segundo parentes, ele era uma pessoa tranquila e estava utilizando uma bicicleta pertencente à irmã.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.

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