Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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"Não foi um julgamento, foi um teatro", dispara Cury contra STF após adiamento em caso de Moraes

Presidenciável do Avante critica sessão que avaliava caso envolvendo Alexandre de Moraes, sustenta que Justiça "já não é mais cega" e aponta manobra eleitoral antes de 4 de outubro.

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O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, direcionou duras críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) após a interrupção de um julgamento sobre o ministro Alexandre de Moraes por um pedido de vista. Em manifestação pública contundente, o presidenciável classificou a sessão como uma encenação e sustentou que o adiamento atende aos interesses das campanhas que lideram a corrida ao Palácio do Planalto.

De acordo com o candidato, a crise institucional reflete o ambiente político nacional.

"A polarização que adoeceu a nação também atingiu o Supremo Tribunal Federal. Nós assistimos algo no Supremo que, ao meu ver, me desculpe, não foi um julgamento, foi um teatro."

Ao detalhar a avaliação sobre o colegiado, Cury ressaltou que a divergência de votos faz parte do rito processual, mas reprovou a paralisação do desfecho a poucas semanas da votação.

"Claro que opiniões diferentes, pontos de vista distintos fazem parte de um julgamento, mas adiaram o julgamento. Foi pedido vista. Adiou-se a justiça. A justiça no Brasil já não é mais cega. Nós queríamos resposta rápida, mas infelizmente, infelizmente, essa pedida de vista pode ser que vão deixar debaixo do tapete o problema para depois das eleições."

O presidenciável também acusou diretamente os dois grupos adversários mais bem posicionados nas pesquisas de se beneficiarem do silêncio institucional para não gerar desgastes antes do primeiro turno:

"Os dois grupos envolvidos, os dois grupos dos meus adversários que estão na frente, simplesmente não querem uma solução, um julgamento justo, um julgamento isento, um julgamento sério até dia 4 de outubro. Por quê? Porque não querem que você tenha elemento suficiente para exercer o seu mais pleno direito na democracia, o seu voto."

Ao concluir, Cury apelou à consciência do eleitor nas urnas.

"Então, por favor, quando você estiver de acordo, votando."

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