Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
CRIME CHOCANTE

Pai esganou filha de 12 anos após encontrar mensagens em celular, afirma delegado

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A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (8) novos detalhes da investigação sobre a morte de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em Várzea Grande. Segundo o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson Farias, o pai da adolescente, Claudinei da Silva, de 42 anos, confessou que agrediu e esganou a filha após encontrar mensagens trocadas por ela em uma rede social.

De acordo com o delegado, o suspeito relatou em depoimento que pegou o celular da filha e encontrou conversas que o deixaram irritado. A partir disso, iniciou uma discussão que terminou em agressões físicas dentro da residência onde estavam.

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“Ele fala que, em certo momento, esganou ela, enforcou, e nisso rompeu os vasos sanguíneos do nariz e começou a espirrar muito sangue. Na sequência, ele foge da residência”, afirmou Nilson Farias durante coletiva de imprensa.

A adolescente foi encontrada pela própria mãe na tarde de domingo (7), dentro da casa do pai, em Várzea Grande. Conforme a investigação, ela apresentava escoriações pelo corpo e já estava inconsciente quando foi localizada. A menina chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas os médicos apenas constataram o óbito.

Segundo a Polícia Civil, os primeiros levantamentos realizados no imóvel apontam sinais de luta corporal.

“Tinha lesões de escoriações na parte do tórax, ela estava bem ferida. E, na residência, dá para ver que realmente foi uma luta”, disse o delegado.

Suspeito não prestou socorro

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De acordo com a investigação, mesmo após perceber que a filha estava gravemente ferida, Claudinei não procurou atendimento médico nem acionou equipes de socorro. Após as agressões, ele deixou o local.

“Quando ele vê que espirrou sangue, poderia, como um pai que ama o filho, chamar um socorro. Poderia tentar socorrer a filha. Mas, simplesmente, fugiu do local. Ele pensou na integridade dele, na vida dele, não pensou, ao meu ver, na integridade da filha. Ele assumiu a responsabilidade de causar a morte dela”, afirmou Farias.

Para o delegado, as circunstâncias apontam que o investigado assumiu o risco de provocar a morte da adolescente

“Ele tinha consciência, primeiro, independentemente de estar sob efeito de álcool, de que um homem forte, segurando o pescoço de uma menina de 12 anos e fazendo uma constrição, obviamente pode matar. Se pode matar até uma mulher adulta, imagina uma criança de 12 anos”, declarou.

Histórico de violência

Durante a coletiva, o delegado também revelou que o suspeito possui histórico de violência doméstica contra a ex-companheira, mãe da vítima.

Segundo a Polícia Civil, havia uma medida protetiva em vigor em favor da mulher, expedida em razão de episódios anteriores de agressão.

“Ele já tinha um histórico de agressividade contra a mãe dessa menina e agora contra a própria filha. Isso demonstra um comportamento agressivo contra mulheres”, afirmou.

Apesar de familiares relatarem que pai e filha mantinham uma convivência aparentemente normal e que a adolescente costumava frequentar a residência do suspeito, a polícia segue apurando o histórico familiar e os acontecimentos que antecederam o crime.

Celular e exames serão periciados

A Polícia Civil informou que o celular da adolescente será submetido à perícia para confirmar o conteúdo das mensagens citadas pelo investigado e verificar se existem outros elementos relevantes para a apuração.

Além disso, exames periciais complementares foram solicitados para esclarecer completamente as circunstâncias da morte.

Os investigadores também analisam depoimentos de familiares e pessoas próximas à vítima.

Prisão e investigação

Após o crime, Claudinei da Silva deixou a residência, mas se apresentou horas depois na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande. Em seguida, foi encaminhado para a DHPP, onde foi autuado em flagrante por feminicídio.

A Polícia Civil já representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. O pedido será analisado pelo Poder Judiciário.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

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