Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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PF faz buscas na residência de Mauro Mendes em investigação sobre desvio de R$ 308 milhões

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A residência do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (6), durante a Operação Heritage. Após a diligência, imagens mostram equipes da corporação deixando o imóvel. A investigação, conduzida no Supremo Tribunal Federal (STF), apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos superior a R$ 308 milhões relacionado ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.

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As diligências fazem parte da operação deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informações privilegiadas. Além de Mauro Mendes, também são investigados o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), o desembargador Ricardo Almeida, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) e outros envolvidos.

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Ao todo, a Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. O STF também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite de aproximadamente R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato entre os investigados.

Entenda o caso

As investigações tiveram origem na análise do acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi para encerrar uma disputa tributária. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para desviar mais de R$ 308 milhões em recursos públicos, por meio de uma estrutura formada por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos valores.

Por tramitar sob sigilo no STF, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as diligências realizadas em cada endereço nem a participação individual atribuída aos investigados. Até a publicação desta reportagem, Mauro Mendes não havia se manifestado sobre a operação. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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