Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Presidente do Cuiabá diz por que nunca fechou patrocínio com bets: "acho esse segmento criminoso"

Presidente do clube diz ser contra empresas de apostas e afirma que patrocinadores também influenciaram decisão

cuiabá/ esport

O Cuiabá decidiu não negociar contratos de patrocínio com empresas de apostas esportivas. Segundo o presidente do clube, Cristiano Dresch, a decisão está relacionada ao posicionamento da diretoria e à preferência de patrocinadores atuais.

Em entrevista ao ge/MT, Dresch afirmou ser contrário ao segmento de apostas e fez críticas às empresas do setor.

“Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets, elas exploram as pessoas, elas causam suicídio, elas destroem famílias”, declarou.

Segundo o presidente, patrocinadores do Cuiabá já haviam manifestado a preferência para que o clube não firmasse contratos com empresas de apostas.

“Nossos patrocinadores, lá atrás, já nos exigiram que a gente não fizesse contrato com bets. Então, acho que a gente tomou uma decisão acertadíssima”, afirmou.

Clube busca aproximação com setor de etanol

Sem empresas de apostas entre os parceiros comerciais, o Cuiabá passou a buscar aproximação com setores da economia de Mato Grosso. Um dos exemplos é o segmento de etanol.

Na partida contra o Goiás, pela 24ª rodada da Série B, o clube estampou a frase “Movido a Etanol” no espaço principal da camisa. O jogo terminou empatado por 1 a 1, na Arena Pantanal.

Segundo Dresch, a ação faz parte de uma estratégia para aproximar o clube do agronegócio.

“O Cuiabá, a gente está desenvolvendo uma campanha de divulgação de um dos maiores produtos que a gente faz aqui no Mato Grosso, que é o etanol. A gente está buscando uma aproximação com o segmento do agro”, explicou.

Em 2022, o clube também realizou uma ação relacionada ao setor agrícola ao apresentar a “Colheitadeira do Dourado”, um carro-maca inspirado em uma máquina agrícola.

Espaço principal da camisa está sem patrocinador

O espaço principal da camisa do Cuiabá está sem um patrocinador fixo há dois anos. A área ficou disponível após a Drebor, parceira do clube desde 2003, não renovar o contrato em 2024.

Apesar disso, Dresch afirma que o clube não precisa aceitar qualquer proposta comercial para ocupar o espaço.

“Os patrocínios atuais do Cuiabá não são valores baixos, são valores importantes dentro do nosso orçamento”, disse.

O presidente afirmou ainda que o clube conta com diferentes fontes de receita, entre elas direitos de transmissão, patrocínios e venda de jogadores.

“É televisão, os patrocínios da camisa, a venda de atleta. Esse ano, a gente deve encerrar o ano com R$ 30 milhões no caixa de jogadores que nós vendemos”, revelou.

Clube ainda paga dívidas do período na Série A

Dresch também reconheceu que o Cuiabá ainda possui compromissos financeiros relacionados ao período em que o clube disputava a Série A do Campeonato Brasileiro.

“O nosso problema é ainda algumas heranças que a gente está pagando desde a Série A. Esse caso do Petit é uma herança da Série A. Nós temos alguns jogadores ainda que a gente tem alguns parcelamentos lá da Série A ainda que a gente está pagando”, explicou.

O Cuiabá enfrenta o Botafogo-SP neste sábado (29), às 18h30 (de Brasília), na Arena Nicnet, pela 25ª rodada da Série B.

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