Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Servidor do Liceu Cuiabano morre em confronto com a PM após fazer mulher refém

Segundo a Polícia Militar, ele mantinha uma mulher em cárcere privado dentro de uma residência quando foi localizado pelas equipes.

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O servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, Valdivino Almeida Fidelis, morreu na noite de segunda-feira (11) após um confronto com policiais militares no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, ele mantinha uma mulher em cárcere privado dentro de uma residência quando foi localizado pelas equipes.

De acordo com as informações preliminares, a ocorrência foi registrada após a PM receber denúncias de que o homem estaria armado e impedindo a vítima de deixar o imóvel. Equipes do Raio 02 foram enviadas ao endereço e, ao chegarem ao local, ouviram barulhos de disparos vindos da residência.

Os policiais relataram que entraram no quintal da casa e visualizaram, por meio de uma janela, Valdivino armado apontando a arma para a cabeça da vítima enquanto ela fazia uma ligação telefônica.

Ainda conforme a polícia, o servidor teria agido motivado pelo fim do relacionamento com a ex-companheira. Em seguida, ele saiu da residência e encontrou os militares, que ordenaram que largasse a arma.

A PM informou que Valdivino não obedeceu às ordens e teria apontado a arma em direção aos policiais. Diante da reação, os militares efetuaram disparos. O homem foi atingido e morreu ainda no local.

Vídeos gravados momentos antes da ocorrência passaram a circular nas redes sociais. Em uma das gravações, Valdivino aparece armado caminhando pela residência enquanto conversa ao telefone.

Já em outro vídeo, ele conversa com a ex-enteada e afirma que morreria naquela noite. Nas imagens, o servidor também faz declarações sobre o relacionamento com a ex-companheira e diz ter sido “enganado”.

“A minha vida tá ruim. Minha vida tá péssima. Aí você só chama a polícia para levar meu corpo. Eu vou morrer hoje. Não queria chegar a esse ponto, mas fui enganado”, afirmou.

Na mesma gravação, ele ainda diz que a enteada teria “duas opções”: uma delas seria acionar a polícia caso ele morresse. A segunda possibilidade não chegou a ser concluída no vídeo.

Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica e da Polícia Civil foram acionadas para realizar a perícia e coletar informações na residência. O caso segue sob investigação.

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