Servidora é flagrada tentando entrar com drogas e celulares em presídio de Várzea Grande

Uma servidora foi flagrada nesta sexta-feira (22) tentando entrar com drogas e aparelhos celulares no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. A identificação ocorreu durante o controle de acesso da unidade prisional, considerado um dos mais rigorosos do sistema penitenciário de Mato Grosso.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a mulher foi interceptada no momento em que passava pelos procedimentos de entrada no presídio. Após a constatação da irregularidade, ela foi encaminhada às autoridades competentes para os procedimentos legais cabíveis.
O caso também passou a ser acompanhado pela Corregedoria-Geral da Sejus, que irá apurar a conduta da servidora e poderá adotar medidas administrativas, além das eventuais responsabilizações criminais.
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, afirmou que a ação demonstra o endurecimento das fiscalizações dentro das unidades prisionais do Estado.
“Estamos trabalhando muito. A maioria dos nossos servidores tem como foco proteger a unidade prisional e cumprir as determinações legais. Nosso esforço é para que nenhum ilícito entre nas unidades, independente de quem seja”, declarou o secretário.
O Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas é uma das principais unidades prisionais de Mato Grosso e já foi alvo de diversas operações de combate à entrada de materiais ilícitos, especialmente celulares e entorpecentes. A unidade, localizada em Várzea Grande, possui capacidade para mais de mil reeducandos e integra a estratégia estadual de enfrentamento às facções criminosas.
Nos últimos meses, forças de segurança intensificaram operações no local para reforçar a segurança interna. Em ações recentes, policiais penais apreenderam dezenas de celulares, chips, drogas e outros materiais proibidos escondidos em celas da penitenciária.
Em fevereiro deste ano, inclusive, a Polícia Civil deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema de entrada e comercialização de celulares dentro do presídio, com envolvimento de servidores e detentos.
A Sejus não informou, até o momento, quais tipos de drogas foram apreendidos nem a quantidade de aparelhos celulares encontrados com a servidora.
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