Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
OPERAÇÃO FALSA VANTAGEM

“Veja quem são o advogado e a servidora do TJ-MT alvos de operação por suspeita de venda de sentença”

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O advogado Ademir Rosa Gomes e a servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) Mhayra Alves Pacheco Abes estão entre os principais alvos da Operação Falsa Vantagem, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (25) para apurar um suposto esquema de venda de influência em decisões judiciais no estado.

A investigação também atingiu um policial penal, cujo nome ainda não foi divulgado. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Cuiabá.

Suposto esquema sob investigação

Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de prometer interferência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas.

Um dos casos investigados aponta que familiares de um condenado teriam sido abordados com a promessa de anulação da pena em troca de R$ 150 mil em espécie, valor que, segundo os investigadores, teria sido solicitado dessa forma para dificultar o rastreamento do dinheiro.

A apuração indica que, apesar da promessa, a decisão judicial resultou apenas na redução da pena, o que teria gerado desentendimento entre as partes. Após o desfecho, o beneficiário teria passado a cobrar a devolução do valor pago, situação que também é investigada.

A servidora,  Mhayra Alves Pacheco Abes, atua como assessora jurídica no gabinete do desembargador Juvenal Pereira da Silva, no TJ-MT. De acordo com dados do Portal da Transparência do tribunal, a servidora recebeu R$ 23.388,72 na última folha de pagamento, valor composto por salário e indenizações, como auxílio-moradia, alimentação e outras verbas.

O delegado Marlon Luz afirmou que o objetivo é aprofundar a investigação e identificar todos os possíveis envolvidos na estrutura do suposto esquema.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informou que acompanhou o cumprimento dos mandados por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), para garantir o respeito às garantias profissionais.

A entidade também afirmou que o caso será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que poderá adotar medidas administrativas.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) ainda não se manifestou sobre a operação até a última atualização desta reportagem.

Outro lado 

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso) informou que, por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), acompanhou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na manhã da operação, com o objetivo de garantir o respeito às prerrogativas profissionais dos investigados.

A entidade também destacou que o caso será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que poderá adotar as medidas cabíveis no âmbito administrativo da advocacia.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso ainda não se manifestou. 

 

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