Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
'PENDURICALHOS'

Zuquim diz que charge da Folha ultrapassou limites éticos após morte de juíza

A publicação do jornal, gerou repercussão nacional e reação de entidades do Judiciário por associar a magistrada aos chamados “penduricalhos” pagos à categoria.

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, repudiou a charge publicada pela Folha de S.Paulo após a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A magistrada morreu na última quarta-feira (6), em Mogi das Cruzes, após complicações decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro.

A publicação do jornal, gerou repercussão nacional e reação de entidades do Judiciário por associar a magistrada aos chamados “penduricalhos” pagos à categoria.

Ao endossar nota divulgada pelo Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), Zuquim afirmou que a publicação ultrapassou os limites éticos da crítica institucional.

“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce”, declarou.

A repercussão do caso levou ainda o Conselho Nacional de Justiça, a Associação dos Magistrados Brasileiros e a Associação dos Juízes Federais do Brasil a divulgarem notas públicas de repúdio. Natural de Niterói, Mariana ingressou na magistratura em 2023 e atuava na Vara Criminal de Sapiranga. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo como morte suspeita e morte acidental.

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