Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Abilio reafirma veto ao MDB e diz que não subirá em palanque da sigla: "Não estou no palanque do MDB"

Prefeito de Cuiabá mantém posição contrária à aliança entre PL e MDB e volta a criticar grupo político que apoia a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reafirmou que continuará fora de palanques ao lado de candidatos do MDB, mesmo após a aliança construída pelo senador Wellington Fagundes (PL) com a legenda para a disputa ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Apesar de permanecer no Partido Liberal, o prefeito deixou claro que seu posicionamento em relação ao MDB não mudou e voltou a criticar a composição política liderada pelo senador.

Ao comentar o assunto, Abilio afirmou que mantém uma relação respeitosa com lideranças políticas de diferentes partidos, mas disse que isso não significa caminhar ao lado delas durante a campanha.

"Humildade e posicionamento não se misturam. Eu converso com ela tranquilamente, converso com ele na hora que quiser. Agora, estar no palanque é outra coisa. Eu tenho um posicionamento muito claro. Não estou no palanque do MDB, do Riva. Não estou nesse palanque."

As declarações ocorrem em meio ao impasse provocado pela aliança entre o PL e o MDB em Mato Grosso. Wellington Fagundes costurou a aproximação com o partido e terá a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como uma das principais aliadas na disputa ao Senado. O movimento, no entanto, enfrenta resistência de parte da base bolsonarista no Estado, entre eles o prefeito da Capital.

Abilio afirmou que sua posição é motivada por divergências políticas históricas com o grupo emedebista e voltou a dizer que não participará de atos eleitorais ao lado de candidatos da legenda.

"Eu converso com qualquer pessoa. Agora, subir no mesmo palanque é diferente".

Durante a entrevista, o prefeito também criticou a formação do grupo político que reúne Wellington, o senador Jayme Campos (União Brasil), Janaina Riva e o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD). Para ele, a estratégia não aumentará as chances de vitória na disputa pelo Palácio Paiaguás.

"É um erro. Juntar Jayme, Riva e Emanuel não ganha eleição. Não ganhou em Cuiabá, não ganhou em Várzea Grande, não ganhou em Rondonópolis e não vai ganhar o Governo do Estado. Quanto mais juntar porcaria num grupo só, menos chance tem de ganhar. Se a intenção é perder, continua juntando essa turma toda aí."

Como exemplo, Abilio citou a derrota do então prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), na eleição municipal de 2024. Segundo ele, o grupo político que hoje apoia Wellington esteve ao lado de Kalil, mas foi derrotado nas urnas.

"Toda essa turma estava do lado do Kalil. E por que ele perdeu? Porque o povo de Mato Grosso não quer mais essa turma."

O prefeito ainda criticou o uso de assessores e perfis falsos nas redes sociais para influenciar o debate político.

"Não adianta colocar assessor para comentar em matéria, nem contratar robôzinho. O povo sabe o que quer."

Mesmo mantendo as críticas à aliança com o MDB, Abilio descartou deixar o Partido Liberal. Após cogitar uma saída da legenda, ele publicou uma foto ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal José Medeiros (PL-MT), acompanhada da mensagem "Ficamos no PL", encerrando as especulações sobre uma possível desfiliação.

Ainda assim, reforçou que seu posicionamento permanece o mesmo.

"Não vou apoiar o MDB. Nenhum candidato do MDB. Não subo no palanque onde o MDB estiver."

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