Acrimat manifesta preocupação com férias coletivas em frigoríficos e aponta impacto logístico e comercial aos pecuaristas em MT
esultado é impulsionado pela combinação entre a força do setor produtivo e políticas públicas voltadas à infraestrutura, competitividade, atração de investimentos, industrialização e geração de empregos

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com os novos anúncios de férias coletivas adotados por indústrias frigoríficas no Estado. Segundo a entidade, o mecanismo volta a afetar pecuaristas em diferentes regiões, especialmente onde há menor alternativa de escoamento para o gado gordo.
De acordo com a Acrimat, a prática já havia causado prejuízos a produtores da região do Araguaia no primeiro semestre e agora retorna em outras praças, ampliando os impactos sobre a comercialização.
A associação destaca ainda que, na região Noroeste, pecuaristas estariam sendo obrigados a deslocar animais por até 500 quilômetros a mais para viabilizar a venda, o que eleva custos logísticos em um momento de alta despesa na terminação intensiva dos rebanhos.
“O reflexo dessa decisão unilateral é alarmante: na região Noroeste, o pecuarista é forçado a arcar com um grande prejuízo logístico, sendo obrigado a deslocar seus animais por até 500 km adicionais para conseguir efetuar a venda”, afirma a entidade.
A Acrimat ressalta a necessidade de previsibilidade no setor e defende a manutenção do equilíbrio na relação comercial entre pecuaristas e frigoríficos em Mato Grosso. “O equilíbrio da cadeia produtiva deve ser prioridade sempre”, diz a associação.
A entidade não detalhou quais frigoríficos adotaram as férias coletivas nem o período exato das medidas.
Veja nota na íntegra:
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifesta extrema preocupação com os novos anúncios de férias coletivas nas indústrias frigoríficas do Estado. O mecanismo, que já havia penalizado severamente os pecuaristas da região do Araguaia no primeiro semestre, volta a ser utilizado em praças onde o produtor simplesmente não tem muitas alternativas viáveis de escoamento para o seu gado gordo.
O reflexo dessa decisão unilateral é alarmante: na região Noroeste, o pecuarista é forçado a arcar com um grande prejuízo logístico, sendo obrigado a deslocar seus animais por até 500 km adicionais para conseguir efetuar a venda. Essa transferência de custo é inaceitável, ocorrendo no exato momento em que o campo cumpre rigorosamente o seu planejamento e tenta entregar lotes de sistemas intensivos de terminação, cujos custos diários de manutenção são altíssimos.
É fundamental preservar a previsibilidade do setor e, acima de tudo, não prejudicar a sólida relação comercial construída ao longo dos anos entre os pecuaristas e as plantas frigoríficas mato-grossenses. O equilíbrio da cadeia produtiva deve ser prioridade sempre.
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