Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
CONFIRA

Acrimat manifesta preocupação com férias coletivas em frigoríficos e aponta impacto logístico e comercial aos pecuaristas em MT

esultado é impulsionado pela combinação entre a força do setor produtivo e políticas públicas voltadas à infraestrutura, competitividade, atração de investimentos, industrialização e geração de empregos

AGRO/PECUÁRIA

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com os novos anúncios de férias coletivas adotados por indústrias frigoríficas no Estado. Segundo a entidade, o mecanismo volta a afetar pecuaristas em diferentes regiões, especialmente onde há menor alternativa de escoamento para o gado gordo.

De acordo com a Acrimat, a prática já havia causado prejuízos a produtores da região do Araguaia no primeiro semestre e agora retorna em outras praças, ampliando os impactos sobre a comercialização.

A associação destaca ainda que, na região Noroeste, pecuaristas estariam sendo obrigados a deslocar animais por até 500 quilômetros a mais para viabilizar a venda, o que eleva custos logísticos em um momento de alta despesa na terminação intensiva dos rebanhos.

“O reflexo dessa decisão unilateral é alarmante: na região Noroeste, o pecuarista é forçado a arcar com um grande prejuízo logístico, sendo obrigado a deslocar seus animais por até 500 km adicionais para conseguir efetuar a venda”, afirma a entidade.

A Acrimat ressalta a necessidade de previsibilidade no setor e defende a manutenção do equilíbrio na relação comercial entre pecuaristas e frigoríficos em Mato Grosso. “O equilíbrio da cadeia produtiva deve ser prioridade sempre”, diz a associação.

A entidade não detalhou quais frigoríficos adotaram as férias coletivas nem o período exato das medidas.

Veja nota na íntegra:

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifesta extrema preocupação com os novos anúncios de férias coletivas nas indústrias frigoríficas do Estado. O mecanismo, que já havia penalizado severamente os pecuaristas da região do Araguaia no primeiro semestre, volta a ser utilizado em praças onde o produtor simplesmente não tem muitas alternativas viáveis de escoamento para o seu gado gordo.

O reflexo dessa decisão unilateral é alarmante: na região Noroeste, o pecuarista é forçado a arcar com um grande prejuízo logístico, sendo obrigado a deslocar seus animais por até 500 km adicionais para conseguir efetuar a venda. Essa transferência de custo é inaceitável, ocorrendo no exato momento em que o campo cumpre rigorosamente o seu planejamento e tenta entregar lotes de sistemas intensivos de terminação, cujos custos diários de manutenção são altíssimos.

É fundamental preservar a previsibilidade do setor e, acima de tudo, não prejudicar a sólida relação comercial construída ao longo dos anos entre os pecuaristas e as plantas frigoríficas mato-grossenses. O equilíbrio da cadeia produtiva deve ser prioridade sempre.

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