Aliados comemoram decisão do STF; Bolsonaro deve sair do hospital na sexta-feira

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso utilizaram as redes sociais para celebrar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que autorizou o cumprimento de prisão domiciliar por 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica, para tratamento de saúde.
A medida foi adotada após manifestação da Procuradoria-Geral da República. O ex- presidente está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital DF Star, em Brasília desde o dia 13 de março, após diagnóstico de broncopneumonia.
Nesta quarta-feira (25), a equipe médica informou que o ex-presidente deverá receber alta hospitalar na próxima sexta-feira (27), quando passará a cumprir a medida em regime domiciliar.
Entre os apoiadores, o deputado federal José Medeiros considerou a medida um avanço, mas avaliou que a decisão ainda está distante de representar justiça plena. Segundo ele, a flexibilização do regime não altera o que classificou como uma condenação sem provas no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe.
Já o deputado federal Nelson Barbudo afirmou que a decisão representa uma correção de injustiça. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a situação do ex-presidente como “tortura”, alegando que Bolsonaro estaria sendo punido sem ter cometido crime.
A primeira-dama de Cuiabá e vereadora Samantha Iris declarou que Bolsonaro “não deveria nem estar preso”. O vereador Rafael Ranalli também se manifestou, compartilhando conteúdo partidário com mensagem religiosa e afirmando que “a Justiça tarda, mas não falha”.
O deputado federal Coronel Assis criticou a condução do caso e atribuiu ao Judiciário responsabilidade pelo agravamento do estado de saúde do ex-presidente. Ele também apontou restrições impostas à prisão domiciliar, como limitações ao uso de redes sociais e controle de visitas.
Bolsonaro cumpria pena no Distrito Federal após condenação superior a 27 anos por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Ele estava preso desde novembro de 2025, quando teve a prisão preventiva decretada após descumprimento de medidas cautelares.
A decisão que concede a prisão domiciliar tem caráter temporário e está condicionada ao cumprimento de regras estabelecidas pela Justiça, incluindo o uso de monitoramento eletrônico durante o período de recuperação.
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