Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
URBANIZAÇÃO CRESCENTE

Aos 307 anos, Cuiabá enfrenta o desafio de voltar a ser 'Cidade Verde'

CUIABÁ

Cuiabá completa 307 anos nesta quarta-feira (8) marcada pelo crescimento urbano acelerado e por iniciativas que tentam recuperar a cobertura vegetal da cidade, conhecida historicamente como “Cidade Verde”.

Ao longo das últimas décadas, a capital mato-grossense passou por um processo intenso de urbanização, com expansão de bairros, aumento da verticalização e redução de áreas arborizadas. A transformação da paisagem, antes dominada por árvores e quintais, deu lugar ao concreto e contribuiu para o aumento das temperaturas urbanas.

Diante desse cenário, projetos de recuperação ambiental têm ganhado espaço como estratégia para melhorar a qualidade de vida da população.

Um dos principais é o Programa Verde Novo, responsável pelo plantio de mais de 230 mil mudas de árvores em Cuiabá desde sua criação em 2017. A iniciativa busca ampliar a arborização urbana e já impacta diferentes regiões da cidade.

Outra ação em andamento é o Projeto Rede Verde, que prevê o reflorestamento de áreas degradadas e o reforço da vegetação em bairros com baixa cobertura arbórea. A proposta também inclui a participação da população no plantio e conservação das mudas.

Nos espaços públicos, a recuperação ambiental também avança. O Parque Tia Nair passa por um processo de rearborização, com o objetivo de ampliar áreas de sombra e reduzir o calor. Já o Morro da Luz, uma das áreas mais tradicionais da capital, está em fase de revitalização com a proposta de se tornar um Jardim Botânico, unindo preservação ambiental e valorização histórica.

Especialistas apontam que iniciativas como essas são fundamentais para enfrentar problemas como as ilhas de calor e melhorar o conforto térmico na cidade, especialmente em uma das capitais mais quentes do país.

Apesar dos avanços, o desafio de equilibrar desenvolvimento urbano e preservação ambiental ainda persiste. O crescimento imobiliário continua pressionando áreas verdes, enquanto a demanda por infraestrutura urbana segue em expansão.

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