O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), voltou a defender o endurecimento das leis penais no Brasil após o crime que chocou a população nesta semana em Cuiabá. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (13), o governador comentou o caso de Marcos Pereira Soares, preso acusado de estuprar e matar a própria irmã, a adolescente Estefany Pereira Soares, de 17 anos.
Mendes afirmou que o caso evidencia, segundo ele, a falência do sistema penal brasileiro e reforçou a necessidade de uma revisão profunda das leis para crimes considerados graves.
“É triste imaginar que uma pessoa foi morta de forma tão cruel por alguém que deveria estar preso a vida inteira. Esse caso que aconteceu aqui em Mato Grosso chocou a todos nós e mostra mais um retrato cruel da falência das leis brasileiras”, declarou.
O governador citou ainda o histórico criminal do suspeito e afirmou que crimes graves cometidos por menores de idade acabam tendo punições consideradas brandas pela legislação atual.
“Esse bandido fez a primeira vítima quando ainda era menor. Matou a tia e praticamente não aconteceu nada. Depois matou um vizinho com 27 facadas e enterrou o corpo no fundo da casa. A lei permite esse tipo de situação. O que ele aprendeu com isso? Que poderia matar e sair”, disse.
Mauro Mendes também comentou o fato de o suspeito ter sido colocado em liberdade poucos dias antes do crime, situação que, segundo o Tribunal de Justiça, ocorreu devido a um erro no sistema judicial.
“Ele estava condenado a 19 anos de prisão. Segundo a própria Justiça aqui em Mato Grosso, houve um erro e ele acabou sendo solto. Eu confio que isso será esclarecido, mas o fato é que ele saiu da prisão e poucos dias depois estuprou e matou a própria irmã”, afirmou.
Defesa de mudanças no Código Penal
Durante o vídeo, o governador voltou a defender mudanças profundas na legislação penal brasileira, argumentando que o atual modelo não estaria conseguindo conter crimes violentos.
Segundo Mendes, o país precisa discutir medidas mais duras, como a possibilidade de prisão perpétua e até pena de morte para determinados crimes extremamente graves.
“Precisamos mudar definitivamente as leis desse país. A sociedade brasileira não aguenta mais esse ciclo de prende e solta. Precisamos revisitar Código Penal que é de 1940 e construir uma legislação à altura da realidade atual”, disse.
Ele acrescentou que a população “de bem”, segundo suas palavras, não pode continuar convivendo com níveis elevados de violência.
“Eu volto a defender prisão perpétua para alguns tipos de crime. A sociedade brasileira não aguenta mais viver refém de criminosos”, concluiu.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Estado de Mato Grosso e gerou grande repercussão no estado, reacendendo o debate sobre endurecimento das leis penais no país.