Após polêmica, Russi pede que projeto para retirada de nome de Raquel Cattani não avance
A iniciativa foi apresentada pelo deputado Gilberto Cattani (PL), pai da vítima, em reação a declarações do deputado Valdir Barranco (PT), consideradas por ele desrespeitosas à memória da jovem. A proposta deve ser apreciada em votação nesta quarta-feira (7).

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), afirmou que não permitirá o avanço do projeto que propõe a retirada do nome de Raquel Cattani da sala da Procuradoria Especial da Mulher.
A iniciativa foi apresentada pelo deputado Gilberto Cattani (PL), pai da vítima, em reação a declarações do deputado Valdir Barranco (PT), consideradas por ele desrespeitosas à memória da jovem. A proposta deve ser apreciada em votação nesta quarta-feira (7).
A declaração de Russi ocorre em meio à repercussão de falas do deputado Valdir Barranco, que criticou o projeto de lei que trata da liberação de armas para defesa pessoal de mulheres vítimas de violência doméstica. Durante o debate, Barranco mencionou o caso de Raquel Cattani, o que gerou forte reação do pai da vítima, o deputado Gilberto Cattani
Diante da polêmica, Russi pediu desculpas públicas a Cattani e à esposa dele, Sandra, e destacou a importância de preservar a memória da jovem, vítima de feminicídio. O presidente da ALMT também exaltou a história de Raquel, reforçando que o episódio não pode ser tratado de forma desrespeitosa dentro do Parlamento.
“Não vamos permitir que isso avance. É uma questão de respeito à trajetória e à memória”, afirmou Russi, sinalizando que a proposta não deve prosperar.
O pedido de retirada do nome partiu de Gilberto Cattani após considerar que a fala de Barranco representou um desrespeito à memória da filha.
Raquel foi assassinada em julho de 2024, em um crime que chocou o estado. Ela foi morta a facadas pelo ex-cunhado, a mando do ex-marido, ambos posteriormente condenados a mais de 30 anos de prisão.
O embate entre os parlamentares teve origem no Projeto de Lei nº 1.470/2024, de autoria de Cattani, que propõe o porte de arma de fogo para mulheres sob medida protetiva. A proposta divide opiniões na Casa e intensificou o debate político nos últimos dias.
Apesar da tensão, a sinalização da presidência da Assembleia indica que a homenagem a Raquel Cattani deve ser mantida, com o argumento de preservar o respeito à vítima e à sua história.
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