Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
POR 24 HORAS

Bancários de MT aderem à paralisação nacional e fecham as portas nesta quinta-feira

Mobilização deve afetar tanto bancos públicos quanto privados

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Os bancários de Mato Grosso aderiram, à paralisação nacional de 24 horas da categoria que acontece nesta quinta-feira (20). A mobilização ocorre em meio à campanha salarial de 2026 e busca pressionar os bancos pela manutenção de direitos já conquistados e por reajuste salarial.

Entre as reivindicações estão ainda a valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales-refeição e alimentação e do piso salarial, além da preservação das cláusulas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro do Estado de Mato Grosso (Seeb-MT), João Luiz Dourado, afirmou que a orientação é para que a paralisação ocorra em todo o Estado.

“A nossa orientação é paralisação de 24 horas. Não é greve, é paralisação por todo Mato Grosso. E a luta nossa não é só para defender os direitos dos bancários, é inclusive defender os interesses dos clientes”, afirmou.

Mobilização nacional

A paralização dos Bancários acontece em todo país. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a mobilização deve afetar tanto bancos públicos quanto privados.

A categoria reivindica aumento real de salário, valorização dos pisos, vales refeição e alimentação, participação nos lucros e resultados (PLR) e criação de um piso para os trabalhadores de tecnologia da informação (TI).

De acordo com a Contraf, os bancos não apresentaram nenhuma proposta de índice de reajuste até o momento. Está agendada para a próxima segunda-feira (24) nova reunião de negociação entre as partes.

Os bancários destacam que o patrimônio líquido do setor bancário atingiu, em 2025, o montante de R$ 1,2 trilhão. Segundo a Contraf, o lucro anual por empregado nos bancos é de R$ 438 mil. A entidade ressalta que, em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%.

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