Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
CRISE NA SAÚDE

Barranco denuncia falta de repasses e atraso em cirurgias no hospital de câncer em MT; veja vídeo

Deputado afirma que pacientes aguardam procedimentos já autorizados e alerta para crise no Samu na Baixada Cuiabana

BARRANCO

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) denunciou a existência de uma fila de 486 pacientes à espera de cirurgias no Hospital de Câncer de Mato Grosso, em Cuiabá, além de centenas de pessoas aguardando consultas. Segundo ele, o problema estaria ligado à falta de gestão e ao atraso de repasses financeiros por parte do Governo do Estado.

De acordo com o parlamentar, as cirurgias já teriam sido autorizadas, mas não estão sendo realizadas devido à falta de pagamento aos profissionais de saúde.

“São 486 pessoas na fila esperando por cirurgia. Gente com dor, gente sofrendo. E sabe por quê? Porque falta dinheiro? Não. Falta gestão”, afirmou.

Ainda segundo Barranco, médicos que atuam na unidade estariam há cerca de seis meses sem receber pelos serviços prestados. Ele também apontou a existência de mais de R$ 13 milhões em valores pendentes.

“Os médicos estão há seis meses sem receber. Mais de R$ 13 milhões não foram pagos. Quem paga o preço é o paciente”, disse.

O hospital é uma das principais referências no tratamento oncológico em Mato Grosso, atendendo pacientes de diversas regiões do estado. A eventual paralisação ou redução de cirurgias pode agravar o quadro clínico de quem depende de procedimentos de alta complexidade.

Crise na saúde

A situação da saúde pública estadual ganhou repercussão na última semana, quando servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) denunciaram diretamente a deputados o risco de paralisação do serviço.

De acordo com os relatos, dezenas de trabalhadores estariam sendo desligados sem reposição imediata. Como grande parte da equipe atua sob contratos temporários, a redução do quadro acende um alerta para um possível colapso operacional e até o fechamento de bases estratégicas na região metropolitana.

Os desligamentos, conforme os servidores, devem ocorrer entre o fim de março e o início de abril, com previsão de continuidade até julho.

Sem a reposição das equipes, o serviço — que atende Cuiabá e municípios da região metropolitana — pode sofrer redução na capacidade operacional, afetando diretamente o socorro à população.

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CPI da Saúde

Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde também é alvo de investigação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que apura contratos firmados entre 2019 e 2023, com foco no período da pandemia.

Barranco afirmou que seguirá acompanhando a situação e cobrando medidas por parte do governo.

“Saúde não é brincadeira. É prioridade. Os repasses estão atrasados e quem paga o preço é o povo”, declarou.

Até o momento, o Governo do Estado não havia se manifestado oficialmente sobre as denúncias envolvendo o hospital e os atrasos apontados pelo parlamentar.

Veja vídeo:

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