Arroba do boi inicia abril em alta em MT e mercado projeta valorização no país

A arroba do boi gordo iniciou abril com valorização no mercado futuro da B3, reforçando a expectativa de alta nos preços ao longo do mês, impulsionada por oferta restrita e demanda aquecida.
No primeiro dia de abril, o contrato com vencimento para o mês fechou cotado a R$ 367,15 por arroba, com leve alta no pregão.
O movimento confirma a tendência já observada ao longo de março, quando os contratos futuros avançaram gradualmente — saindo da faixa de R$ 340 para patamares próximos a R$ 360.
Abril pode marcar pico de preços em 2026
Dados do mercado indicam que abril deve concentrar os maiores valores do ano para o boi gordo. Projeções da própria B3 apontavam, ainda em março, preços na casa de R$ 355/@, já indicando o mês como o mais valorizado de 2026.
Esse cenário é sustentado por fundamentos típicos do período.
Cenário em Mato Grosso segue tendência nacional
O mercado do boi gordo em Mato Grosso começou abril com preços firmes e sinais de valorização, refletindo um cenário de oferta ajustada e demanda aquecida. Nas principais praças do estado, a arroba abriu o mês na casa dos R$ 347 a R$ 356,82 com estabilidade e leves altas nos primeiros negócios.
Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta médias próximas de R$ 347,50/@ em Cuiabá e Rondonópolis, mantendo o estado entre os principais formadores de preço do país.
Cadeia pecuária registra valorização em diferentes categorias
Além do boi gordo, outras categorias da pecuária também iniciam abril com preços sustentados em Mato Grosso:
- Vaca gorda: cerca de R$ 322/@ no estado
- Novilha: acima de R$ 338/@
- Bezerro: em torno de R$ 3,5 mil por cabeça
- Garrote e boi magro: com valorização gradual na reposição
Os dados mostram um mercado aquecido em toda a cadeia produtiva, desde a cria até a terminação, indicando reposição firme e expectativa positiva entre produtores.
Oferta enxuta sustenta preços
O cenário de alta está diretamente ligado à redução da oferta de animais prontos para abate. No início de abril, frigoríficos operam com escalas mais curtas, o que aumenta a disputa por lotes e sustenta os preços pagos ao produtor.
Esse comportamento já vinha sendo observado no fim de março e ganhou força na virada do mês, conforme análises do setor pecuário.
Demanda interna e exportações dão suporte ao mercado
Do lado da demanda, o mercado segue aquecido, com destaque para:
- consumo interno na primeira quinzena
- período de maior procura por proteína bovina
- exportações em ritmo elevado
Esse conjunto de fatores contribui para manter o mercado firme, mesmo diante de oscilações pontuais.
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