Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
ENTENDA

Bolsonaro depôs por 5 minutos e repetiu que queria 'consertar' arma apreendida em blitz, diz defesa

Pistola Glock 9mm estava em carro de militar do GSI que atua na segurança do ex-presidente. Conduta pode ser infração administrativa ou até violação do Estatuto do Desarmamento, dizem investigadores.

Design sem nome (32)

A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta terça-feira (23), no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em nome dele durante uma blitz na semana passada.

O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, chegou ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por volta das 14h30 e saiu de lá 40 minutos depois, às 15h10.

O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, acompanhou todo o depoimento.

Segundo ele, Bolsonaro falou por cerca de 5 minutos e repetiu a versão que já tinha sido apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), de que tinha pedido ajuda a um militar da segurança presidencial por identificar que a pistola Glock 9mm não estava funcionando.

No depoimento, Bolsonaro também disse que não pediu que o militar tirasse a arma do condomínio e levasse para o conserto – e sim, que averiguasse o funcionamento da pistola.

Questionado pela GloboNews, Paulo Bueno disse avaliar que o episódio não deve impactar a decisão de Moraes sobre a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, já que as medidas cautelares não previam a entrega das armas do ex-presidente.

Apreensão em blitz

 

A pistola, registrada no nome de Bolsonaro, estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na segurança do ex-presidente.

A arma foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro. O caso é investigado pela Polícia Civil do DF e acompanhado pelo STF.

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