Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Botelho defende chapa de centro-direita e critica “direita radical” em MT

botelho

Em meio às articulações para a sucessão estadual, o deputado Eduardo Botelho (União Brasil) defendeu que o grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes e pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) construa uma chapa distante do que classificou como “direita radical”. A declaração reforça a defesa de uma aliança de centro-direita como estratégia para manter a coesão do bloco governista.

Botelho foi direto ao criticar o desempenho de lideranças mais ideológicas no Executivo.

“Esse perfil da direita, esse perfil que está aí não está produzindo nada. Os resultados da direita radical não estão produzindo”, afirmou. Para o parlamentar, experiências recentes associadas a esse espectro político não apresentaram resultados satisfatórios na gestão pública.

A fala ocorre em um momento de aproximação de Pivetta com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Na semana passada, o vice-governador participou, ao lado do prefeito, de uma reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O encontro tratou de iniciativas nas áreas de segurança pública, educação e habitação.

Apesar dos movimentos de diálogo, o PL deve apresentar candidatura própria ao Palácio Paiaguás, indicando o nome do senador Wellington Fagundes como opção para a disputa ao Governo do Estado.

Botelho voltou a defender a unidade do grupo que hoje integra a base do Executivo estadual. “Eu continuo defendendo uma convergência, que esse grupo que construiu o que está aí procurem ficar juntos. Pessoas que estão no União Brasil, se falar que é de direita radical, é mentira. Jayme não é, Mauro não é. Otaviano Pivetta não é. Eu nunca vi ações deles como radical de direita”, declarou.

Na avaliação do deputado, o caminho mais seguro para o grupo é permanecer unido dentro de um campo de centro-direita.

“Eles são de centro-direita e esse grupo precisa ficar unido. Porque vai haver polarização, mas os extremistas de direita vão continuar votando em quem for o candidato do Jair Bolsonaro”, acrescentou, ao projetar o cenário eleitoral.

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