Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
VÍDEO VIRALIZOU

Caio Coppolla resgata caso de ex-assessor de Moraes após comentário de Andréia Sadi sobre caso Master; assista

Comentarista questionou declaração da jornalista da GloboNews sobre autoridades citadas nas mensagens e responsáveis pela apuração do caso

Design sem nome (94)

Um vídeo do comentarista político Caio Coppolla ganhou repercussão nas redes sociais após ele contestar um comentário da jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, durante a cobertura do caso envolvendo o Banco Master e mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Na televisão, Sadi chamou atenção para o fato de autoridades mencionadas no conteúdo das mensagens também estarem relacionadas à apuração do caso.

“As pessoas que vão analisar esse caso são as pessoas que são citadas, são envolvidas nessas mensagens. É uma situação... eu nunca tinha visto isso.”

A partir da declaração, Coppolla resgatou o caso de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que foi investigado após o vazamento de mensagens trocadas por integrantes da estrutura ligada ao gabinete de Alexandre de Moraes.

“Será que essa confusão de papéis é inédita? Será que essa é a primeira vez que autoridades são suspeitas? São as mesmas que vão investigar, denunciar e julgar o processo do qual elas foram citadas?”, afirmou.

Caso Tagliaferro

Tagliaferro ocupou o cargo de chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE durante a presidência de Moraes na Corte. Ele passou a ser investigado depois que mensagens sobre a produção de relatórios para subsidiar decisões relacionadas ao chamado inquérito das fake news foram divulgadas pela imprensa.

Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, as mensagens indicavam uma atuação do gabinete de Moraes no STF junto ao TSE para a elaboração de relatórios. O caso provocou questionamentos sobre os procedimentos adotados.

Em agosto de 2025, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou Tagliaferro ao STF por quatro crimes: violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A denúncia foi recebida pela Primeira Turma do STF em novembro de 2025. O processo tem Alexandre de Moraes como relator.

É justamente essa relação processual que Coppolla usa como argumento para questionar a afirmação de que a situação envolvendo autoridades citadas em mensagens e responsáveis pela análise do caso seria inédita.

“Várias vezes, há pelo menos sete anos, desde a instauração do famigerado inquérito das fake news, que permitiu que juízes ofendidos julgassem os seus próprios críticos.”

O comentarista também criticou a postura da imprensa diante dos episódios envolvendo Moraes e afirmou que a repercussão atual do caso Master estaria recebendo tratamento diferente de acontecimentos anteriores.

“A diferença é que antes vocês relevavam os excessos do Judiciário porque eles prejudicavam o grupo político ao qual vocês fazem oposição.”

Crítica à cobertura

Ao longo do vídeo, Coppolla afirma que o caso Tagliaferro seria um exemplo anterior daquilo que Sadi classificou como uma situação sem precedentes.

“O servidor público tenta levar ao público uma violação ao devido processo legal praticada por uma autoridade da República e termina réu [...] a ser julgado pela mesma autoridade que ele denunciou.”

A afirmação se refere à posição de Moraes no processo contra Tagliaferro. O fato objetivo é que Moraes é o relator da ação penal contra o ex-assessor e tomou decisões no processo, conforme registros oficiais do STF. Já as acusações de que o ministro teria perseguido Tagliaferro ou forjado provas são alegações feitas por seus críticos e pelo próprio ex-assessor, e não devem ser apresentadas como fatos comprovados.

O vídeo termina com Coppolla ampliando a crítica à cobertura jornalística e afirmando que o episódio deveria levar a uma discussão sobre os limites entre investigação, acusação e julgamento.

A repercussão ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao Banco Master e à divulgação de mensagens que colocaram novamente Moraes no centro do debate político e jurídico.

Veja vídeo:

 

Relacionadas