Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
POR 17 VOTOS

Câmara arquiva denúncia contra presidente após fala polêmica em sessão

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A Câmara Municipal de Várzea Grande rejeitou, na manhã desta terça-feira (31), a denúncia por quebra de decoro parlamentar apresentada pelo Partido Liberal (PL) contra o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB). Por 17 votos contrários, o plenário decidiu arquivar a representação ainda na fase inicial.

Apenas o vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL) votou pela continuidade do processo. Já Charles da Educação (União) e Jânio Calistro (União) se abstiveram.

A representação foi protocolada pelo diretório estadual do PL após declarações consideradas ofensivas à prefeita Flávia Moretti (PL). O episódio ocorreu durante sessão no dia 17 de março de 2026, em meio a uma discussão com o vereador Bruno Rios.

Na ocasião, o presidente da Câmara afirmou: “Quer leitear a prefeita? Leiteia de outra forma”, frase que gerou forte repercussão política e jurídica.

O partido sustentou que a declaração teve caráter ofensivo e misógino, configurando possível quebra de decoro parlamentar e violência política de gênero, com base na Lei nº 14.192/2021.

Segundo a denúncia, assinada por advogados do escritório D’Moura & Ianhes, o episódio não foi isolado. O documento aponta uma sequência de atritos entre Cerqueira e a prefeita desde o início do atual mandato, após a eleição de 2024.

A peça também menciona outras declarações públicas envolvendo a secretária de Comunicação, Paola Carlini, que enfrenta tratamento contra câncer, como exemplos de condutas consideradas inadequadas.

Defesa e repercussão

Após a repercussão negativa, Wanderley Cerqueira afirmou que utilizou “linguajar cuiabano” e negou intenção de ofender diretamente a prefeita. Ele também pediu desculpas, mas direcionou a retratação ao vereador Bruno Rios, e não à chefe do Executivo.

Antes da votação, o PL chegou a solicitar o afastamento do presidente da condução do processo, alegando conflito de interesse. O advogado Leonardo Benevides argumentou que, por ser o alvo da denúncia, Cerqueira não poderia participar de atos relacionados à apuração.

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