Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
ROTAS DO BRASIL

Caminho dos Veadeiros atravessa sete municípios e leva trilheiros pelo Cerrado de Goiás

Rota de longo curso conecta Formosa a Cavalcante e reúne trechos para caminhada e bicicleta, passando por áreas de conservação, cachoeiras, cânions e rios

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Uma rota de mais de mil quilômetros atravessa o Cerrado goiano entre Formosa e Cavalcante, passando por sete municípios e diferentes paisagens do Planalto Central. Esse é o Caminho dos Veadeiros, percurso de longo curso voltado à caminhada e ao cicloturismo e que integra o Caminho dos Goyazes, dentro da Rede Brasileira de Trilhas e Conectividade.

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O percurso passa por Formosa, Planaltina de Goiás, Água Fria de Goiás, São João d’Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul e Cavalcante. No caminho, estão áreas protegidas como a APA do Planalto Central, o Parque Municipal do Itiquira, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e a APA do Pouso Alto.

A estrutura do Caminho dos Veadeiros é dividida em quatro setores. No conjunto dos diferentes traçados, são 1.212 quilômetros, com duração estimada de 20 dias para a realização completa. A proposta inclui uma rota de 483 quilômetros para trekking e duas alternativas para cicloturismo, ambas com mais de 400 quilômetros.

Paisagens do Cerrado

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A Serra Geral do Paranã é a principal referência geográfica da rota. O percurso acompanha o relevo da serra por trilhas, estradas municipais e rodovias, com trechos que passam por áreas de Cerrado e permitem acesso a cachoeiras, cânions, rios e pontos de observação.

Entre as possibilidades descritas para o caminho estão ainda a observação de aves e fauna, mirantes, picos, grutas, áreas para banho e museus. A rota também busca aproximar o visitante de locais de importância histórica e cultural e das comunidades existentes ao longo do percurso.

A própria Serra do Paranã é apontada pelo projeto como um elemento central da experiência. A formação geológica registra eventos de milhões de anos e contribui para o relevo marcado por paredões, vales e diferentes pontos de vista sobre o Cerrado.

Não é uma trilha para fazer sem planejamento

Apesar de integrar uma rede nacional de trilhas, o Caminho dos Veadeiros exige planejamento. O projeto informa que atualmente apenas alguns trechos de caminhada estão liberados e que os percursos apresentam diferentes características e níveis de exigência.

A sinalização existente é considerada rústica: as marcas são pintadas em rochas, árvores e mourões. No sentido Sul-Norte, a orientação é feita por pegadas amarelas sobre fundo preto. No sentido Norte-Sul, a combinação é invertida.

O projeto alerta ainda que não existem placas direcionais em todo o percurso e que a sinalização pode desaparecer com as intempéries. Por isso, é recomendado utilizar GPS com o tracklog da rota ou contratar um condutor.

Para quem vai de bicicleta

O caminho possui duas alternativas de cicloturismo que se encontram em Alto Paraíso de Goiás.

O chamado Caminho Baixo parte de Formosa, passa pelo Parque Municipal do Itiquira, segue por São João d’Aliança e chega a Alto Paraíso. O trajeto tem aproximadamente 266 quilômetros até Alto Paraíso e inclui acesso a locais como a parte baixa da EcoBocaina e a Cachoeira do Label.

Já o Caminho Alto começa em Planaltina de Goiás, passa por Água Fria e São João d’Aliança e percorre a parte alta da Serra do Paranã. Até Alto Paraíso, são aproximadamente 258 quilômetros.

A partir de Alto Paraíso, o percurso segue em direção a São Jorge, Colinas do Sul e Cavalcante, em um trecho estimado em 204 quilômetros.

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Para quem pretende encarar o percurso, a orientação oficial é não tratar a rota como um passeio convencional. O próprio Caminho dos Veadeiros recomenda preparo físico e psicológico, conhecimento dos equipamentos e técnicas necessárias e planejamento antecipado da viagem.

A trilha foi reconhecida oficialmente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e passou a integrar a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, conectando áreas de interesse natural e cultural em Goiás.

 

(Com informações Ministério do Turismo).

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