“Canetada de Brasília”: Dilmar acusa WF e Janaina Riva por queda do PRD em MT

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), líder do governo Mauro Mendes (UB) na Assembleia Legislativa, acusou nesta terça-feira (31) o senador Wellington Fagundes (PL) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) de articularem, em Brasília, a destituição do Partido Renovação Democrática (PRD), em Mato Grosso.
Segundo Dilmar, a medida teve motivação política e buscou desestruturar o grupo alinhado ao governo estadual. Ele criticou a decisão e afirmou que houve interferência externa no partido, ignorando a organização construída no estado.
“Fico triste de ver isso na política. Nós ajudamos a estruturar o partido em Mato Grosso, com prefeitos, vice-prefeitos e dezenas de vereadores. De repente, uma decisão de Brasília, a pedido de outros atores políticos, destitui tudo isso”, declarou.
Em tom mais direto, o parlamentar afirmou que a articulação teria partido de seus adversários políticos.
“A pedido do Wellington Fagundes e da Janaina Riva, isso já é de conhecimento de todos”, disse.
Dilmar afirmou que a mudança no comando do PRD provocou reação imediata entre lideranças municipais e vereadores da sigla, que agora avaliam deixar o partido.
“Os vereadores estão me ligando querendo sair, pedindo carta de liberação. Existe uma insatisfação muito grande com essa decisão”, afirmou.
Estrutura em formação para 2026
De acordo com o deputado, mesmo com diretório provisório, o partido já avançava na construção de chapas competitivas para as eleições de 2026, tanto para deputado estadual quanto federal.
Ele citou nomes que estavam em negociação para disputar o pleito pela sigla, como a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, e o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Ednei Blasius.
“Tínhamos um grupo forte se formando, com pré-candidatos organizados e diálogo avançado. Era um projeto consistente para 2026”, afirmou.
Dilmar também destacou que o grupo estadual estava alinhado ao projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo e à possível candidatura de Mauro Mendes ao Senado.
“Foi uma decisão de cima para baixo. Isso desconsidera todo o trabalho feito no estado”, disse.
Efeito contrário ao esperado
Ao ser questionado se a mudança teria como objetivo enfraquecer o grupo ligado ao governo, Dilmar afirmou não saber a intenção, mas disse que o resultado foi o oposto.
“Se era para enfraquecer, aconteceu o contrário. O grupo ficou ainda mais unido e motivado”, concluiu.
A disputa pelo controle do PRD em Mato Grosso expõe o acirramento dos bastidores políticos no estado e pode ter impacto direto na formação das alianças para as eleições de 2026.
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