Cattani comemora investigação contra Moretto e cobra rigor em todos os contratos públicos: "pau de que bate em Chico..."

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), comemorou a manifestação do Ministério Público Estadual (MPE), sobre a investigação contra o também parlamentar Valmir Moretto (Republicanos) e defendeu que as apurações sobre possíveis irregularidades em contratos públicos sejam ampliadas para outros casos no estado.
“Eu acho isso magnífico, até porque quem não deve não teme”, disse Cattani em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (20).
Em seguida, afirmou que Moretto terá que prestar esclarecimentos sobre o caso.
Cattani levantou questionamentos sobre a atuação de outras empresas ligadas ao setor público e agentes políticos em diferentes obras e serviços no estado, citando concessões, contratos de infraestrutura e empresas que atuam em áreas como rodovias, saúde e transporte.
“Pau que bate em Chico tem que bater em Francisco. Se não, é pura hipocrisia”, declarou.
No vídeo o parlamentar ainda declarou que até então, acreditava que esse tipo de relação era "normal", mas reforçou que, se houver irregularidades, elas devem ser investigadas em todos os casos.
Polêmica de Moretto
A fala de Cattani ocorre em meio à repercussão de denúncias envolvendo contratos públicos em Mato Grosso. Até o momento, não há conclusão das investigações, e os casos seguem sob análise dos órgãos competentes.
A apuração envolvendo Valmir Moretto teve início após a repercussão de um vídeo gravado durante evento em Pontes e Lacerda, no qual o parlamentar comenta o resultado de uma licitação para obras na região oeste do estado. Com o microfone aberto, ele afirmou: “Quase R$ 200 milhões só ali” e “duas, a Agrimat, e uma, a minha”.
A empresa mencionada é a Oeste Construtora, que tem como sócio o irmão do deputado, Glênio Moretto. O parlamentar afirma que não possui mais vínculo com a empresa.
Diante da repercussão, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso instaurou procedimento na esfera cível para apurar possível ato de improbidade administrativa. A investigação é conduzida pela promotora de Justiça Alice Cristina de Arruda e Silva Alves.
Na esfera criminal, o caso também foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, após solicitação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), já que o parlamentar possui prerrogativa de foro.
Ao comentar o episódio, Moretto reconheceu que o uso da expressão “minha” foi inadequado e atribuiu a declaração a um vício de linguagem.
A Constituição Federal do Brasil proíbe a participação de parlamentares em contratos com o poder público, com o objetivo de evitar conflitos de interesse e garantir igualdade nas licitações. O caso segue sob investigação.
Veja vídeo:
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