Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Cattani critica campanha do Governo de MT e diz que peça associa homem ao mosquito da dengue

Em vídeo publicado na nas redes sociais, Cattani afirmou que a propaganda utiliza uma narrativa que pode levar o público a fazer uma associação negativa entre homens e o vetor da dengue.

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou uma campanha publicitária do Governo de Mato Grosso voltada ao combate à dengue. A peça, segundo o parlamentar, teria associado de forma indireta a imagem do homem ao mosquito transmissor da doença, o que gerou reação e debate político no Estado.

Em vídeo publicado na nas redes sociais, Cattani afirmou que a propaganda utiliza uma narrativa que pode levar o público a fazer uma associação negativa entre homens e o vetor da dengue.

“Você, homem de Mato Grosso, foi comparado pelo Governo do Estado ao mosquito da dengue, que tanto mal faz à sociedade. O mosquito que transmite uma moléstia muito agressiva”, disse o deputado.

Na gravação, o parlamentar aparece vestindo uma camiseta com a frase “Violência não tem sexo” e intercala suas falas com trechos da campanha institucional do governo.

A peça publicitária criticada mostra uma mulher relatando uma situação de risco dentro de casa após a aproximação de um homem, utilizando linguagem de alerta comum em campanhas de prevenção. Para Cattani, no entanto, a ausência de menção direta ao mosquito e a construção narrativa podem induzir à interpretação de que o homem foi comparado ao transmissor da doença.

O deputado também afirmou que a maioria dos homens exerce papel de proteção nas relações familiares e sociais, e que apenas uma minoria teria comportamentos inadequados. Segundo ele, isso não poderia justificar uma generalização na comunicação institucional.

“Não podemos ser considerados um mosquito que é a causa de uma das mais terríveis doenças que temos. Nós temos que ser considerados parte da cura”, declarou, ao criticar o que chamou de “militância ideológica” na campanha.

Cattani ainda defendeu que homens e mulheres “se complementam” e que campanhas públicas não devem, segundo ele, estimular divisões entre gêneros.

A Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) foi procurada pela equipe de reportagem, mas não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta matéria.

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