O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) rebateu, nesta quinta-feira (30), declarações do colega Valdir Barranco (PT) que citou o caso de sua filha, Raquel Cattani, vítima de feminicídio em 2023, durante debate na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Barranco (PT) criticou duramente o projeto apresentado por Cattani que prevê facilitar o porte de arma para mulheres sob medida protetiva. Para o petista, a proposta não combate a violência doméstica e pode agravar o problema. Durante sua fala, o petista mencionou o assassinato de Raquel Cattani, como exemplo de que o acesso a armas não impediria crimes.
"Se isso funcionasse, a filha do Cattani não teria sido vítima de feminicídio, porque eles sempre andaram armados. Há uma foto da família com todos os membros armados, e, ainda assim, ela foi vítima. A gente sabe, é ciência: esse povo tem que parar de ser negacionista, tem que pegar os livros e estudar. Aliás, já dizem que, se você quiser se esconder de um conservador, de um bolsonarista, é só entrar em uma biblioteca, porque eles não entram”, afirmou Barranco.
Nesta quinta-feira, em vídeo publicado nas redes sociais, Cattani afirmou que houve desrespeito à memória da filha e contestou a declaração.
"Hoje é 30 de abril, daqui a cinco dias ela estaria fazendo 28 anos e nós ficamos consternados quando está chegando perto dessa data, porque nós sabemos o que significa para nós. Eai eu me deparo ontem com um 'vilipêndio', com a desonra da memória da nossa filha dentro da Assembleia Legislativa por um deputado", disse Cattani.
A esposa do deputado, Sandra Cattani negou que Raquel tivesse arma de fogo, e questionou as declarações de Barranco.
"Raquel nunca teve uma arma”, disse.
"Então quer dizer que ela mereceu morre?", completou Sandra.
Após o episódio, aliados do deputado passaram a se manifestar nas redes sociais em solidariedade, criticando a citação do caso familiar durante o debate político. Já a discussão sobre o projeto segue dividindo opiniões entre parlamentares.