Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
EMBATE SOBRE A MT-170

Cidinho sai em defesa de Mauro e acusa Wellington de “oportunismo” em debate sobre MT-170

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O debate político em torno das condições da MT-170, antiga BR-174, ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (27) após o ex-senador Cidinho Santos (PP) sair em defesa do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e acusar o senador Wellington Fagundes (PL) de agir com “oportunismo” ao criticar a estadualização da rodovia no noroeste de Mato Grosso.

A troca de declarações ocorre em meio ao desgaste provocado pelos problemas registrados em trechos recém-pavimentados da estrada, que liga municípios importantes da região, como Juína, Castanheira, Juruena, Aripuanã e Colniza. Nos últimos dias, o tema se transformou em novo foco da disputa política entre aliados do grupo governista e adversários de Mauro Mendes de olho nas eleições de 2026.

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Ao comentar as críticas feitas por Wellington durante audiência no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Cidinho afirmou que, apesar dos problemas enfrentados atualmente na via, a estadualização representou um avanço histórico para uma região que passou décadas convivendo com isolamento e dificuldades de trafegabilidade.

“É muito oportunismo. A gente tem que ter uma certa coerência. O pessoal sofreu muitos e muitos anos nessa rodovia”, afirmou.

O ex-senador reconheceu que existem falhas em trechos da obra, mas atribuiu os problemas às construtoras responsáveis e ao intenso fluxo de veículos pesados na região.

“Agora temos um problema, que é a questão das construtoras, que enfrentam dificuldades. Há também um tráfego muito pesado, com muitos caminhões circulando acima do peso”, completou.

A declaração foi dada após Mauro Mendes reagir duramente às críticas de Wellington Fagundes. O ex-governador chegou a chamar o senador de “cara de pau” ao rebater questionamentos sobre a decisão do Governo do Estado de reassumir a rodovia em 2022.

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Wellington sustenta que a federalização da antiga BR-174, articulada por ele junto ao Governo Federal em 2008, havia sido uma conquista importante para garantir investimentos federais na região. Para o senador, a decisão do Estado de assumir novamente a estrada foi equivocada.

Já Mauro Mendes argumenta que, durante os anos em que a rodovia permaneceu sob responsabilidade federal, a população enfrentou abandono e longos períodos de atoleiros, dificultando o deslocamento de moradores, produtores rurais e transportadores.

“Durante esses 14 anos, o que aconteceu na prática com esta BR-174 foi um total abandono: atoleiro, desespero das pessoas, que chegavam a demorar vários dias, 10 horas, 11 horas para atravessar essa estrada em péssimas condições”, declarou Mauro em vídeo divulgado nas redes sociais.

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Cidinho também afirmou que os problemas identificados atualmente na MT-170 são pontuais e deverão ser corrigidos pelas empresas executoras das obras, lembrando que os contratos possuem garantia de cinco anos.

“É um problema localizado. A construtora tem que resolver, porque existe um prazo de cinco anos de garantia da obra. Quando você age de forma oportunista, corre o risco de receber a resposta que o senador Wellington recebeu do ex-governador Mauro Mendes, que não ficou satisfeito”, disse.

O embate em torno da rodovia também reacendeu antigos conflitos políticos envolvendo a infraestrutura da região noroeste do Estado. Recentemente, o ex-governador Pedro Taques também ironizou Mauro Mendes após o Tribunal de Contas anunciar vistoria técnica na MT-170, ampliando a pressão sobre o governo estadual diante das críticas às condições do pavimento.

Mesmo com os problemas registrados em alguns trechos, aliados de Mauro Mendes defendem que a estadualização permitiu acelerar obras aguardadas há décadas pela população da região. Já opositores argumentam que as falhas estruturais e os gastos com a recuperação da estrada precisam ser investigados pelos órgãos de controle.

A discussão sobre a MT-170 passou a ocupar espaço central no debate político mato-grossense e deve continuar sendo explorada nos próximos meses, especialmente diante do avanço das articulações para as eleições de 2026.

Veja vídeo:

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