Com alta nos preços, algodão se destaca frente a soja e milho

Enquanto soja e milho enfrentam preços pressionados e maior instabilidade, o algodão segue em valorização em Mato Grosso, impulsionado pelo cenário externo e pela competitividade da fibra natural.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária mostram que, em março de 2026, a comercialização da pluma da safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção, avanço de 5,04 pontos percentuais frente a fevereiro. O preço médio negociado foi de R$ 121,61 por arroba, alta de 4,27% no mês.
Para a safra 2025/26, a comercialização chegou a 65,60% da produção estimada, com avanço de 7,03 pontos percentuais. O preço médio ficou em R$ 128,54 por arroba, valorização de 5,50%.
O desempenho contrasta com o cenário da soja e do milho, que registram recuos recentes nos preços, pressionados pela maior oferta, avanço da colheita e oscilações no mercado internacional.
No caso do algodão, a sustentação vem do ambiente externo. A valorização dos contratos em Nova York, somada às tensões no Oriente Médio, elevou o preço do petróleo e aumentou a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
O contrato julho/26 na bolsa de Nova York subiu 2,32% na semana, cotado a 74,32 ¢/lb. No mercado interno, a paridade avançou 0,41%, com média de R$ 124,84 por arroba.
Já o dólar recuou 1,79% no comparativo semanal, após o anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, reduzindo a demanda por ativos de segurança.
A evolução dos preços deve seguir como principal fator para o ritmo dos negócios, em um cenário de margens mais apertadas e maior cautela por parte dos produtores.
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