Coronel Fernanda critica tentativa de barrar CPMI do INSS; veja vídeo

A deputada federal Coronel Fernanda (PL) afirmou, em discurso na manhã desta sexta-feira (27), que “o povo brasileiro não pode esquecer que a esquerda fez de tudo para enterrar a CPMI do INSS”. A declaração ocorreu durante a leitura do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, instalada para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, no Congresso Nacional.
“A verdade precisa aparecer, e os responsáveis por esse escândalo precisam ser cobrados. O Brasil não pode aceitar silêncio e blindagem diante de um caso tão grave”, afirmou a parlamentar, que é uma das idealizadoras da comissão, ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos).
Instalada em 12 de maio de 2025, a CPMI tinha como objetivo aprofundar as investigações sobre irregularidades no sistema previdenciário, incluindo denúncias de fraudes e prejuízos a aposentados e pensionistas. Ao longo dos trabalhos, houve tentativa de prorrogação da comissão, que acabou sendo levada ao Supremo Tribunal Federal.
O ministro André Mendonça chegou a conceder liminar favorável à continuidade da CPMI, mas o plenário da Corte, por 8 votos a 2, rejeitou o recurso. Prevaleceu a divergência aberta pelo ministro Flávio Dino. Também votaram nesse sentido os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin. Ficaram vencidos André Mendonça e Luiz Fux, que defenderam a prorrogação dos trabalhos.
Um dos principais argumentos da maioria foi de que o tema se trata de questão interna do Congresso Nacional, não cabendo intervenção do Judiciário.
Durante o discurso, a deputada também se emocionou ao comentar o encerramento da comissão.
“Às vezes, o choro de uma mulher não é fraqueza. É para mostrar o quanto ela é forte, para não perder a razão. Eu não consegui fazer aquilo que queria: fazer justiça aos aposentados e pensionistas do país”, declarou, ao pedir que a população se manifeste nas urnas em outubro.
Relatório aponta mais de 200 indiciamentos
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou parecer com pedidos de indiciamento de 218 pessoas. Entre os citados estão dois ex-ministros da Previdência que atuaram em gestões distintas.
O relatório recomenda o indiciamento de Carlos Lupi, que ocupou o cargo entre 2023 e abril de 2025, e de José Carlos Oliveira — atualmente chamado Ahmed Mohamad Oliveira Andrade —, que foi ministro em 2022 e também presidiu o INSS.
O documento ainda será submetido à votação no Congresso Nacional e pode servir de base para encaminhamentos ao Ministério Público e demais órgãos de controle.
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