Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
EM OBSERVAÇÃO

Crianças expostas a veneno de rato em escola de Cuiabá seguem internadas; quadro é estável

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As sete crianças da Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, localizada no bairro Alvorada, em Cuiabá, que tiveram contato com uma substância identificada preliminarmente como veneno de rato, continuam internadas informou a Secretaria Municipal de Saúde nesta terça-feira (11). Apesar do susto, todas apresentam quadro clínico estável e passam bem,  informou a Pasta.

Atualmente, seis dos estudantes permanecem sob acompanhamento no Centro Materno Infantil (CMI) e uma criança segue no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Todas estão conscientes, conversando e acomodadas em leitos de enfermaria. Nenhuma delas necessita de suporte respiratório ou de outros equipamentos de manutenção das funções vitais.

De acordo com a pasta de Saúde, a manutenção da internação ocorre estritamente por precaução, seguindo a diretriz técnica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). O protocolo recomenda observação hospitalar de até 96 horas para casos de exposição a esse tipo de substância, devido ao risco de alterações tardias na coagulação sanguínea.

Até o momento, os exames e a monitorização constante das equipes médicas indicam que nenhum dos pacientes apresentou agravamento no estado de saúde.

Relembre o caso

O episódio foi registrado na manhã de segunda-feira (10) na unidade de ensino do bairro Alvorada. Informações preliminares apontam que o produto foi levado para o local por um dos próprios alunos, que teria confundido a substância — de aparência granulada — com balas e a compartilhado com os colegas durante o período na escola.

Ao perceberem o contato das crianças com o material, professores e a direção escolar agiram rapidamente e encaminharam os sete estudantes à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro para os primeiros socorros.

Na ocasião, seis alunos apresentavam quadro assintomático ou com leve desconforto abdominal, sendo transferidos ao CMI para acompanhamento. Já a criança apontada como a responsável por levar a substância apresentou sonolência e leve rebaixamento do nível de consciência, sendo direcionada ao HMC para monitoramento toxicológico especializado. As secretarias municipais de Educação e Saúde, junto às autoridades competentes, acompanham a apuração do caso e prestam suporte às famílias envolvidas.

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