Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
FETO ENCONTRADO NO LIXO

Delegado aponta suspeita de aborto clandestino e diz que câmeras podem revelar quem descartou feto em VG

Feto de aproximadamente oito meses tinha marcas no corpo que serão analisadas pela perícia; polícia também deve ouvir moradores do condomínio

Design sem nome (23)

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que o feto encontrado em uma lixeira do Condomínio Chapada do Poente, em Várzea Grande tenha sido resultado de um possível aborto clandestino. A informação foi revelada pelo delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que afirmou que imagens das câmeras de segurança serão fundamentais para identificar quem descartou o corpo.

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Segundo o delegado, a investigação aponta inicialmente que o descarte pode ter sido feito por alguém que teve acesso à área interna do condomínio Chapada do Poente, onde o feto foi localizado na manhã desta quinta-feira (23).

"Estamos coletando imagens de toda a região do condomínio para verificar quem seria a pessoa que teria descartado esse feto, que provavelmente pode ter vindo de um aborto clandestino", afirmou Rogério Gomes.

O delegado ressaltou, porém, que a hipótese ainda é preliminar e que a conclusão dependerá dos exames periciais e da apuração dos fatos.

"Embora tudo indique que veio da parte interna do condomínio, tendo em vista que a lixeira se localizava na parte interna, são apenas informações preliminares", explicou.

Durante a análise inicial, a Polícia Civil constatou que o feto era do sexo feminino e tinha entre 30 e 35 semanas de gestação, período equivalente a aproximadamente oito meses.

De acordo com Rogério Gomes, o corpo apresentava algumas marcas que serão investigadas pela perícia, incluindo uma possível luxação em um dos braços e uma alteração na região da cabeça.

"Ele possui algumas marcas ali, tipo uma leve luxação em um dos braços e uma certa má-formação na cabeça, talvez ali pelo próprio parto", declarou.

A causa da morte ainda não foi determinada. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que devem apontar as circunstâncias do caso.

Polícia busca identificar responsável

Além das imagens de segurança, a Polícia Civil deve ouvir moradores do condomínio e levantar informações sobre possíveis gestantes que tenham relação com o local.

Materiais recolhidos durante a investigação também serão submetidos a exames periciais, incluindo análises que podem auxiliar na identificação da origem do corpo e dos envolvidos.

O delegado explicou que a responsabilização criminal dependerá da conclusão da investigação.

"Se foi um aborto, se o bebê já nasceu sem vida, pode não configurar esse crime ou apenas um vilipêndio de cadáver. Tudo vai depender das circunstâncias apuradas durante a investigação", afirmou.

O caso continua sendo investigado pela DHPP.

 

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