Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
ALIANÇA BALANÇADA

Deputado critica presidente do PL em MT e rejeita “exclusivismo” da direita

Segundo o parlamentar, o PL não deve repetir o desempenho de 2022, quando elegeu quatro deputados federais.

diego guimaraes

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) voltou a criticar o presidente do Partido Liberal em Mato Grosso, Ananias Filho, e elevou o tom ao acusá-lo de tentar monopolizar o campo da direita no Estado. Segundo o parlamentar, o PL não deve repetir o desempenho de 2022, quando elegeu quatro deputados federais.

A reação ocorre após Ananias afirmar que o PL seria a “casa da direita” e questionar a legitimidade de partidos como Republicanos, União Brasil e MDB por integrarem a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na semana passada, Diego já havia endurecido o discurso e passou a se referir ao dirigente como “Ananico”, em crítica direta à condução política do partido no Estado. Durante entrevista, afirmou que o presidente do PL tenta restringir o eleitorado conservador aos interesses da própria sigla.

“Isso é fantasia da cabeça dele, um protecionismo que ele tenta criar pro partido dele. Repito, Ananico, pensa pequeno, age pequeno, não dialoga. E tenta de uma certa forma impor no imaginário popular esse exclusivismo pro partido dele. Repito, a direita é muito maior do que o PL”, declarou.

Projeção eleitoral

Para Diego, a fala do dirigente revela preocupação com o cenário eleitoral deste ano. Na avaliação do deputado, o Partido Liberal não conseguirá repetir o mesmo resultado alcançado no último pleito.

“Ele já percebeu que não repete a eleição de quatro deputados federais. E aí tenta, nesse pensamento pequeno, criar esse exclusivismo do voto da direita no estado de Mato Grosso. E ele não vai conseguir”, afirmou.

O parlamentar argumenta ainda que a própria disputa ao governo deve ocorrer dentro do espectro conservador, o que inviabilizaria qualquer narrativa de exclusividade. Ele citou como possíveis concorrentes o senador Wellington Fagundes (PL) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

“Eu acho que o histórico de cada um, as ações e os apoios do passado vão dizer quem é ou não é de direita. Mas, repito, esse exclusivismo é uma tentativa de impor, principalmente na chapa proporcional”, pontuou.

Sem aprofundar embates pessoais, Diego também mencionou o histórico de alianças do PL com o PT, lembrando que Wellington Fagundes já atuou como coordenador de campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em Mato Grosso.

“Não gosto de ficar repetindo isso toda hora, mas ele que tem que justificar isso daí. Ele tem que parar com isso, olhar para frente, cuidar do partido dele e deixar os demais construírem. Deixa o povo decidir, acima de tudo”, concluiu.

As declarações intensificam a disputa por protagonismo no campo conservador em Mato Grosso e sinalizam o início das articulações para as próximas eleições.

Relacionadas