Deputados federais de Mato Grosso que estão nos Estados Unidos para participar de um evento do setor da construção civil aproveitaram a viagem para se encontrar com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside em Dallas, no Texas. O encontro foi divulgado nas redes sociais pelos próprios parlamentares.
Integram a comitiva os deputados Rodrigo da Zaeli (PL), Coronel Assis (PL) e José Medeiros (PL). Fotos e vídeos publicados pelos congressistas mostram o momento da visita ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em um dos vídeos compartilhados nas redes sociais, José Medeiros questiona Eduardo Bolsonaro sobre críticas feitas por integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), que o apontam como responsável por influenciar a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas sobre exportações brasileiras.
Ao comentar o tema, Eduardo negou ter qualquer poder para determinar medidas do governo americano e tratou a acusação com ironia. Segundo ele, decisões envolvendo taxação de produtos brasileiros não dependem da atuação individual de um parlamentar.
O ex-deputado afirmou ainda que a situação envolve diversos fatores e mencionou questões políticas e institucionais no Brasil. Durante a conversa, também citou críticas relacionadas à atuação de plataformas digitais como Facebook e Instagram.
Eduardo Bolsonaro relembrou que, quando as tarifas foram anunciadas, chegou a agradecer publicamente ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que autoridades brasileiras deveriam tratar o tema com maior seriedade.
Segundo ele, as tarifas acabaram sendo suspensas posteriormente e a origem das tensões comerciais estaria ligada a decisões tomadas no Brasil.
Durante o encontro com os parlamentares mato-grossenses, Eduardo também comparou o cenário atual com o período em que seu pai ocupava a Presidência da República, afirmando que, naquele momento, a relação entre Brasil e Estados Unidos era mais favorável.
Como exemplo, citou o primeiro mandato de Donald Trump, quando o aço brasileiro não foi incluído em determinadas tarifas aplicadas a outros países. De acordo com ele, a decisão ocorreu após interlocução direta entre o governo americano e a gestão de Jair Bolsonaro.